Embrapa pesquisa estruvita como alternativa sustentável para fertilização
Estudo destaca a viabilidade do insumo para soja e trigo

A Embrapa Agrobiologia, com sede no Rio de Janeiro, realizou um estudo sobre o uso da estruvita como fertilizante, revelando que esse insumo é uma alternativa promissora para a soja e o trigo. O uso da estruvita pode reduzir a dependência de fosfatados importados, o que configura um importante avanço na agricultura brasileira.
Produzida a partir de resíduos da suinocultura, a estruvita demonstrou a capacidade de suprir até 50% da necessidade de fósforo das culturas, enquanto mantém níveis de produção semelhantes aos alcançados com fertilizantes tradicionais. Caio de Teves Inácio, pesquisador da Embrapa e coordenador do estudo, enfatiza a ambição de estabelecer uma nova rota tecnológica que promove a sustentabilidade e inovação no campo.
✨ A estruvita, rica em fosfato de magnésio e amônio, exemplifica a economia circular na agropecuária, transformando um passivo ambiental em recurso agrícola valioso.
Um dos diferenciais da estruvita é sua liberação lenta de nutrientes, permitindo uma melhor absorção pelo solo tropical brasileiro, que habitualmente fixa o fósforo rapidamente. A aplicação desse fertilizante pode ocorrer isoladamente ou em combinação com outros insumos, variando entre 50% a 100%, dependendo do tipo de cultivo e das características do solo.
Vantagens econômicas e ambientais
Além das vantagens agronômicas, o uso da estruvita traz benefícios econômicos significativos. Ao transformar resíduos em produtos comerciais, os produtores deixam de depender de insumos do exterior e ainda reaproveitam nutrientes valiosos. A Embrapa estima que a implementação dessa tecnologia em propriedades com mais de 5 mil suínos pode gerar até 340 mil toneladas de estruvita anualmente no Brasil.
Em áreas com produção intensa de suínos, a precipitação da estruvita permite o controle do excesso de nutrientes, minimizando riscos de poluição das águas subterrâneas e possibilitando um aumento na produção agrícola nas granjas.
Cenário da estruvita no Brasil e no mundo
Embora o potencial da estruvita seja bem reconhecido em outros países, seu uso no Brasil ainda é limitado. Globalmente, o interesse por essa tecnologia cresceu nos últimos anos, com mais de 80 instalações de produção operando em 2019, especialmente em nações desenvolvidas. A China, os EUA e a Alemanha lideram as pesquisas nesse campo.
"É um paradoxo que temos um recurso promissor, mas pouco é compreendido sobre seu desempenho em nossos solos, que têm características ácidas e alta capacidade de retenção de fósforo
Contexto
A estruvita se destaca como uma solução sustentável para a agricultura, ao mesmo tempo que combate a poluição causada pelo excesso de nutrientes nos recursos hídricos.
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