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agricultura
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CNA pede suspensão de importações de pescado do Vietnã

Medida visa proteger aquicultura nacional contra riscos sanitários

Giovani Ferreira23 de abril de 2026 às 18:30
CNA pede suspensão de importações de pescado do Vietnã

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está pedindo ao Ministério da Agricultura que interrompa as importações de pescado do Vietnã, além de manter a proibição do Equador. Essa solicitação foi formalizada em um ofício enviado na última sexta-feira.

A CNA justifica essa medida como uma ação preventiva, enfatizando a importância de proteger a aquicultura no Brasil em face dos riscos de doenças externas. O documento menciona a existência de evidências científicas que indicam a presença de enfermidades nesses países, mas que não foram notificados à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), comprometendo a confiança nos sistemas de vigilância sanitária internacional.

Doenças como o vírus da tilápia do lago (TiLV) no Vietnã e a Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND) no Equador são as principais preocupações.

Francisco Farina, presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, ressaltou que essas enfermidades têm um alto impacto na produção, resultando em taxas elevadas de mortalidade e perdas econômicas substanciais, colocando em risco a aquicultura brasileira. Ele afirmou: “A eventual introdução desses agentes no Brasil poderia comprometer a produção e a segurança sanitária de toda a cadeia.”

Outro ponto destacado pela CNA é a falta de planos de contingência eficazes e protocolos bem estabelecidos para a prevenção e erradicação dessas doenças caso elas sejam introduzidas no Brasil. Farina comentou: “Esse cenário reforça a necessidade de medidas preventivas mais rigorosas até que haja garantias técnicas suficientes para mitigar os riscos envolvidos.”

A entidade também enfatiza que a proposta não visa restringir o comércio internacional, mas garantir que tal comércio esteja alinhado com os padrões sanitários requeridos para os produtores brasileiros. Agora, a decisão será analisada pelo ministério, que irá considerar critérios técnicos e estratégicos para proteger o agronegócio brasileiro.

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