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agricultura
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Exportações de carne bovina para a China devem aumentar em 2026

Brasil deve preencher cota de 1,1 milhão de toneladas até julho

Gabriel Azevedo23 de junho de 2026 às 20:40
Exportações de carne bovina para a China devem aumentar em 2026

O Brasil está projetando que a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina destinada à China será alcançada até julho de 2026, conforme análise da consultoria Safras & Mercado. O aumento nas exportações para o país asiático tem sido notável desde o início do ano, culminando em um recorde de 157,6 mil toneladas em maio, um crescimento de 14,25% em relação ao ano anterior.

De acordo com a alfândega chinesa, entre janeiro e maio de 2026, as importações totais ultrapassaram 1,3 milhão de toneladas, representando um aumento de 19% comparado ao mesmo período em 2025. O Brasil se mantém como o principal fornecedor, com uma participação significativa de 55% neste volume.

O Brasil destaca-se como principal fornecedor de carne bovina à China, com 55% das importações.

A analista Beatriz Bianchi, da consultoria Datagro, alerta que, embora a China dependa fortemente da carne brasileira, a cota imposta gera incertezas e volatilidade no mercado. Ela aponta que uma das estratégias viáveis para as indústrias é redirecionar as exportações para mercados alternativos, embora esses destinos não consigam replicar o mesmo valor agregado que a China oferece.

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"O mercado chinês absorve grandes volumes e tem um bom aproveitamento industrial da carcaça bovina, especialmente do dianteiro do boi."

Além disso, Beatriz enfatiza que o real desafio para o Brasil é manter suas margens de lucro em um cenário econômico potencialmente desfavorável. A implementação de uma sobretaxa de 55% após o limite da cota pode impactar diretamente na competitividade brasileira em relação a países como a Austrália, que também devem injetar mais carne no mercado internacional após o esgotamento da cota, o que deverá pressionar os preços globais.

Contexto

O sistema de cotas imposto pela China desde janeiro de 2026 visa proteger seus produtores locais, afetados pela queda nos preços devido à superoferta e a desaceleração econômica. Essa medida permanecerá em vigor até janeiro de 2029.

Por outro lado, Beatriz também observa que os concorrentes enfrentam suas próprias limitações de oferta, o que poderá beneficiar a competitividade do Brasil, embora de forma lenta e gradual. O mercado interno, por sua vez, tem se mostrado robusto, sustentando a demanda pela carne bovina e assegurando um bom aproveitamento industrial, contribuindo para a resiliência do setor.

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