Levantamento aponta discrepâncias em amostras de seis estados

Um levantamento realizado pela Federarroz revelou que 80% dos tipos de arroz analisados nos estados brasileiros estão classificados incorretamente, impactando diretamente os consumidores e a concorrência no setor.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, foram coletadas 268 amostras de arroz Tipo 1 em seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Destas, 215 apresentaram classificação inferior à que estava indicada nas embalagens.
✨ Das amostras, 80,22% estavam abaixo da classificação informada.
A pesquisa focou em produtos que já mostravam indícios visíveis de desconformidade, assim como aqueles em faixas de preço mais baixas. Segundo a Federarroz, os resultados não refletem a totalidade do arroz Tipo 1 comercializado, apenas os produtos abrangidos pelo estudo.
Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, salientou que a análise feita não pode ser generalizada para todo o mercado, pois se refere a itens específicos. Além disso, a entidade planeja reportar as descobertas às autoridades competentes, como o Ministério da Agricultura.
Anderson Belloli, diretor jurídico da Federarroz, destacou que a situação poderá ser tratada como uma possível fraude ao consumidor, abrangendo questões administrativas, cíveis e penais.
✨ As inconformidades podem impactar tanto os consumidores quanto as empresas que seguem as normas de qualidade.
O estudo levantou amostras de cerca de 167 estabelecimentos, percorrendo aproximadamente 8,5 mil quilômetros. Ele destaca a importância de verificar se a informação apresentada nas embalagens corresponde efetivamente ao produto real.
A partir dos dados coletados, a Federarroz buscará promover um debate mais amplo sobre a fiscalização da classificação comercial do arroz no país, visando garantir que os consumidores recebam produtos conforme a qualidade prometida.
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