Frente Parlamentar da Agropecuária pede aumento de orçamento para juros
Parlamentares solicitam R$ 27 bilhões para equalização de crédito rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) propôs, nesta terça-feira (9), ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), um considerável aumento no orçamento destinado à equalização de juros do próximo Plano Safra, elevando-o para R$ 27 bilhões em vez dos atuais R$ 13,5 bilhões.
Demandas Emergenciais
Durante uma reunião ocorrida em Brasília, a FPA também levantou questões relacionadas a custeio emergencial, renegociação de dívidas e seguros rurais, destacando a importância da equalização de juros para reduzir o custo do crédito rural. Este mecanismo cobre a diferença entre a taxa de mercado e a taxa que os produtores realmente pagam nas operações subvencionadas.
✨ A FPA argumenta que o valor atual é insuficiente devido ao aumento dos juros e cortes orçamentários.
Os parlamentares apresentaram dados que mostram uma queda significativa nas contratações de linhas de investimento, com o Moderfrota registrando uma redução de 54,8% e o Proirriga uma redução de 56,2% comparado ao ciclo anterior. Essa desaceleração é atribuída ao aumento no custo do crédito e à menor atratividade das linhas disponíveis.
Crítica à Metodologia de Contabilização
Outro ponto de crítica foi a forma como o governo contabiliza o volume total do Plano Safra, incluindo recursos privados, como operações por Cédula de Produto Rural (CPR). A FPA acredita que isso dificulta a avaliação do desempenho das linhas oficiais.
O Mapa anunciou que a revelação do próximo Plano Safra está prevista para 1º de julho, mas ainda não há uma definição concreta sobre o valor final do programa ou sobre uma possível linha emergencial solicitada pela bancada.
✨ A expectativa é que o novo plano informe o espaço fiscal disponível para a equalização de juros.
Entre as outras reivindicações da FPA na reunião, estavam os projetos de lei 5.122/2023 sobre renegociação de dívidas rurais e 2.951/2024, que busca modernizar o seguro rural, além de discutir a decisão do governo de não aplicar medidas antidumping nas importações de leite em pó da Argentina e Uruguai.
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