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agricultura
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Liberados R$ 56 milhões para apoiar comercialização do arroz

Medida visa melhorar condições de mercado para produtores de arroz

Giovani Ferreira15 de abril de 2026 às 15:00
Liberados R$ 56 milhões para apoiar comercialização do arroz

A Federarroz, representando os arrozeiros do Rio Grande do Sul, anunciou a destinação de R$ 56 milhões pela Conab para auxiliar na comercialização de arroz. A liberação dos recursos foi confirmada após uma reunião no Ministério da Agricultura, o que promete melhorar as condições para os produtores em períodos de instabilidade no mercado.

Objetivo da Medida

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, informou que o montante será utilizado para a publicação de um edital que possibilitará a implementação de programas de subvenção, como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). Essas iniciativas buscam oferecer suporte direto aos produtores, especialmente em momentos de baixa nas cotações do mercado.

Esse investimento é considerado um passo crucial para promover estabilidade nos preços e facilitar o escoamento da produção de arroz.

Desafios na Comercialização

As negociações entre produtores e a indústria têm enfrentado desafios na safra de 2025/2026, em virtude de custos altos e a concorrência de países como Paraguai e Índia, que pressionam os preços para baixo. A necessidade de escoar o excedente de estoque também é uma preocupação crescente. Diversas medidas estão sendo discutidas, incluindo a redução da área plantada e o estímulo às exportações.

Cotações e Expectativas

Atualmente, o preço da saca de arroz de 50 quilos está em R$ 62,88, um valor acima do início da colheita, mas ainda inferior à média desejada pelos produtores, que é de R$ 80,00.

Dados sobre Exportação

As exportações de arroz brasileiro apresentaram um aumento significativo, com crescimento de 114% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram exportadas 685 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 159,7 milhões, com os principais mercados sendo a Venezuela, Senegal e México.

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