A ascensão do etanol de milho transforma o agronegócio no Brasil
Produção de etanol de milho se fortalece como estratégia no agronegócio

A produção de etanol a partir do milho tem se transformado em um pilar crucial do agronegócio brasileiro, promovendo uma sinergia entre as diversas cadeias produtivas. Essa análise, conduzida pela economista Maria Flávia Tavares, destaca a crescente importância desse mercado nos últimos anos.
Em menos de dez anos, o etanol de milho evoluiu de um papel marginal para um componente central, criando conexões entre a produção de grãos, energia e a indústria de proteína animal. Esta mudança ocorre em um contexto de forte crescimento na produção de milho, onde o Brasil se tornou o terceiro maior produtor mundial.
✨ Na última década, a produção de milho no Brasil cresceu cerca de 40%, superando frequentemente 130 milhões de toneladas.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que a produção nacional subiu de 42,5 milhões de toneladas na safra 2005/06 para 131,8 milhões em 2022/23, com uma previsão de alcançar 139,7 milhões em 2024/25. Nesse panorama, o etanol de milho se destaca por aproveitar excedentes e convertê-los em biocombustível e coprodutos de maior valor agregado, beneficiando o mercado interno.
Os principais coprodutos, como DDG, DDGS e WDG, estão se firmando como fontes proteicas adequadas à nutrição de diversos animais, incluindo bovinos, suínos, aves e até pets, funcionando como uma alternativa ao farelo de soja. À medida que a indústria cresce, esses produtos também se expandem no comércio internacional.
"O primeiro embarque de DDGS para a China, com 62 mil toneladas enviadas de Santa Catarina para Nansha, é um marco importante para o Brasil em 2023.
Com a abertura do mercado das Filipinas, a demanda por proteína animal e insumos sustentáveis está impulsionando ainda mais a exportação desses produtos, conforme indicado pela UNEM e ApexBrasil. Além disso, a produção de etanol de milho está se diversificando geograficamente, com lideranças no Mato Grosso, seguidos por Mato Grosso do Sul e Goiás, enquanto novos estados começam a se integrar a essa cadeia.
Esses movimentos sinalizam uma transformação estrutural, onde o milho não é mais apenas uma commodity de exportação, mas passa a ser parte de um sistema mais integrado e voltado para a geração de valor no Brasil.
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