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Agronegócio
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Abrapa defende manutenção de tributos sobre importação de algodão

Entidade se une a setores para garantir competitividade na indústria têxtil

Giovani Ferreira07 de abril de 2026 às 17:45
Abrapa defende manutenção de tributos sobre importação de algodão

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) expressou sua posição em favor da manutenção da 'taxa das blusinhas', enquanto as discussões governamentais sobre a revisão da tributação de remessas internacionais estão em andamento.

Em uma declaração emitida nesta terça-feira (7), a Abrapa alertou que qualquer modificação na atual política de tributação pode criar consequências adversas para a cadeia produtiva nacional, especialmente nas áreas de têxtil e vestuário, que são intimamente ligadas ao cultivo do algodão.

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A flexibilização na cobrança tributária representaria um risco de retrocesso para toda a cadeia produtiva, especialmente para setores que enfrentam a concorrência internacional, como o têxtil e o de vestuário, ambos fortemente conectados à produção de algodão no país.

Desde a implementação das novas regras tributárias em 2023, o comércio formalizou a criação de cerca de 860 mil empregos.

Impacto da Tributação

Aumento na arrecadação federal: R$ 246 bilhões em 2024, com um crescimento de R$ 36,9 bilhões em relação ao ano anterior.

O manifesto da Abrapa argumenta que a introdução da tributação sobre remessas internacionais, que começou em 2023 e foi complementada em 2024 com a aplicação de imposto de importação, teve efeitos benéficos na economia, como a geração de empregos e a recuperação da indústria nacional.

No contexto da redução do desemprego no Brasil — que caiu para 5,1% ao final de 2025, o índice mais baixo registrado —, a Abrapa afirma que o fortalecimento do setor têxtil fomenta uma maior demanda por algodão nacional, consolidando sua importância na indústria de transformação.

Além disso, o manifesto destaca o impacto fiscal positivo, com a arrecadação do imposto de importação superior a R$ 5 bilhões em 2025, e menciona que a reversão da política atual pode acarretar uma perda estimada de R$ 42 bilhões anualmente para a União.

Ao aderir ao documento, a Abrapa se alia a outras entidades do varejo e da indústria que também defendem a continuidade das diretrizes atuais, alinhando-se também a uma tendência global de tributação de remessas internacionais observada em países como Estados Unidos e membros da União Europeia.

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