Alertas sobre mancha angular prejudica lavouras de algodão
Produtores são alertados sobre riscos da doença nas lavouras

O clima quente e a ocorrência de chuvas frequentes estão favorecendo a proliferação da mancha angular nas lavouras de algodão. Esta doença bacteriana pode causar perdas significativas, principalmente se não for detectada em suas fases iniciais.
Vulnerabilidade das Plantas
Produtores e agrônomos devem redobrar a vigilância em talhões que estão na fase de emergência e início do crescimento vegetativo, momentos críticos onde as plantas estão definindo seu potencial produtivo e são mais suscetíveis a infecções.
✨ A mancha angular é provocada por bactérias que prosperam em condições de umidade, sendo o reconhecimento precoce fundamental para o manejo eficaz.
Entendendo a Mancha Angular
Essa doença é causada pela bactéria Xanthomonas citri pv. malvacearum, que depende da água livre nas folhas para se proliferar e é favorecida por ambientes quentes e úmidos.
A mancha angular é conhecida por sobreviver em restos culturais e sementes infectadas. O seu espalhar pode ocorrer através de respingos de chuva e vento, além da movimentação de pessoas e equipamentos agrícolas que transportam as bactérias.
Reconhecimento de Sintomas
Um dos principais desafios no manejo da mancha angular é a sua detecção precoce. Muitas vezes, os produtores só notam a doença quando as folhas já apresentam sinais visíveis de desfolha, indicando que a infecção já está em um estágio avançado.
Os primeiros sintomas são discretos e podem ser confundidos com outras manchas comuns na cultura. As lesões aparecem como pequenas áreas encharcadas, inicialmente verde-escuras e quase translúcidas. Com o tempo, tornam-se definidas e limitadas pelas nervuras das folhas.
- 1Verifique folhas jovens após chuvas constantes.
- 2Coleta de amostras para laboratórios em caso de dúvida.
- 3Monitoramento regular do talhão em busca de sinais.
Estrategias de Manejo
Implementar um monitoramento sistemático é essencial para a identificação rápida da ameaça. Caminhadas em zigue-zague pelo talhão, focando em bordas e áreas com acúmulo de água, devem ser realizadas com frequência, e pode-se registrar a presença de lesões e a idade das folhas afetadas.
✨ A interpretação dos dados na vigilância deve ser comparativa, ajudando a identificar se a doença está em expansão.
Durante períodos críticos, como calor intenso e chuvas, a vistoria deve ser ainda mais frequente, especialmente em áreas com histórico de infecções severas, que requerem atenção constante para o controle do inóculo.
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