Voltar
Agronegócio
2 min de leitura

Alta no preço do milho é impulsionada por clima e conflitos globais

Milho encerra semana em alta na Bolsa de Chicago devido a fatores climáticos e geopolíticos

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 10:15
Alta no preço do milho é impulsionada por clima e conflitos globais

O preço do milho registrou um aumento considerável na Bolsa de Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel entre 17 e 23 de julho. Essa alta é reflexo do clima seco e quente registrado nos Estados Unidos, bem como dos conflitos na Europa e no Oriente Médio que têm influenciado os preços de outras commodities, como o trigo.

Apesar das condições climáticas adversas, as lavouras de milho nos Estados Unidos mantêm-se em boa forma. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), até 19 de julho, apenas 9% das lavouras estavam em péssimo estado. Em contrapartida, 67% das plantações estão classificadas como boas ou ótimas.

No Brasil, os preços se mantiveram estáveis, mas as vendas de milho da safrinha aumentaram substancialmente em relação ao ano passado.

A CEEMA informa que, neste período, o preço da saca de milho variou entre R$ 58,00 nas principais regiões do Rio Grande do Sul e entre R$ 44,00 e R$ 62,50 em outras partes do país. Na Bolsa de Valores B3, os contratos de milho para entrega em setembro fecharam a R$ 70,11 por saca.

Desempenho da colheita no Brasil

A colheita da segunda safra de milho no Brasil avança lentamente em comparação ao ano anterior. Até 16 de julho, apenas 49% da área plantada no Centro-Sul do país havia sido colhida, 6% a menos do que no mesmo período de 2025. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também revelou que a colheita total no Brasil estava em 49,8%, abaixo da média histórica de 56,7%.

Mato Grosso lidera o avanço da colheita, atingindo 79,8% da área colhida, seguido por Tocantins (73%), Maranhão (70%) e Piauí (58%).

Exportações e preços internacionais

O Brasil exportou 786.705 toneladas de milho nos primeiros treze dias úteis de julho, um volume 42,8% menor em comparação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entretanto, o valor médio por tonelada exportada aumentou 4,5%, passando de US$ 205,20 em 2025 para US$ 214,40 em 2026.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio