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Agronegócio
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Assistência técnica rural sofre cortes de investimento em 2025

Recursos para extensão rural caem 7,4%, refletindo falta de apoio governamental

Gabriel Azevedo18 de maio de 2026 às 18:40
Assistência técnica rural sofre cortes de investimento em 2025

A pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a assistência técnica e extensão rural enfrentou uma redução significativa de recursos em 2025, totalizando R$ 5,53 bilhões, uma queda de 7,4% em comparação ao ano anterior. Essa diminuição é atribuída à redução dos investimentos por parte de Estados e municípios.

Desembolsos municipais e estaduais

Os municípios foram os que mais contribuíram, destinando R$ 3,10 bilhões, o que representa uma diminuição de 7,6% em relação ao investimento de 2024, respondendo por 56% do total nacional. Em contrapartida, os Estados alocaram R$ 2,16 bilhões, uma redução de 9,4% em relação ao ano anterior.

Por outro lado, a União aumentou seu investimento em 14,1%, somando R$ 283 milhões, mas isso ainda representa apenas 5,1% do total destinado à extensão rural.

Municípios assumem responsabilidade crescente na extensão rural, enfrentando desafios financeiros.

Nos últimos dez anos, os municípios investiram cerca de R$ 26 bilhões em extensão rural, equivalendo a 49% de todo o investimento, enquanto os Estados aplicaram R$ 21,3 bilhões (40%) e a União apenas R$ 5,6 bilhões (11%). A CNM destaca a responsabilidade crescente dos municípios, que estão lidando com orçamentos limitados e poucos recursos federais.

Contexto

Com 80% dos mais de 5 milhões de estabelecimentos rurais no Brasil sem assistência técnica, a necessidade de um fortalecimento do setor é evidente. 18% dos agricultores familiares têm acesso a esse suporte.

As lacunas nos investimentos federais e estaduais criaram um ‘vácuo institucional’, pressionando os municípios a arcar com mais responsabilidades. Em 2025, a União destinou apenas 0,6% do seu orçamento agrícola para extensão rural, enquanto os Estados alocaram 14,9% e os municípios 35,1%.

Em resposta a essa situação, a CNM defende uma revisão do pacto federativo, promovendo políticas que assegurem co-financiamento e transferências adequadas, a fim de estabelecermos uma maior equidade na distribuição dos recursos.

As questões sobre assistência técnica e extensão rural estarão em pauta na 17ª Marcha dos Prefeitos, que ocorrerá em Brasília entre os dias 18 e 21 de maio, com a expectativa de reunir aproximadamente 15 mil participantes.

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