Atraso no plantio de milho preocupa produtores em Goiás
Impacto nas safras levanta preocupações sobre produtividade

O atraso no plantio da safrinha de milho em Goiás gera apreensão entre os produtores devido à possibilidade de queda na produtividade. As condições climáticas adversas ao longo dos últimos meses dificultaram o cultivo e impactaram a janela de semeadura.
Desafios enfrentados pelos produtores
Nos 230 km que conectam Goiânia ao município de Rio Verde, as vastas lavouras de milho são visíveis, mas o atraso no plantio se deve à colheita da soja prejudicada pelas chuvas. Clodoaldo Calegari, presidente da Aprosoja-GO, destacou que, enquanto o fechamento do calendário de plantio estava previsto para 20 de fevereiro, o mesmo foi estendido para 15 de março, o que pode afetar negativamente a germinação e a produtividade dos grãos.
"Além da redução da área plantada, há riscos de quebra de produtividade, o que é péssimo para o produtor que já trabalha com margens apertadas
De acordo com Calegari, os próximos 15 a 20 dias serão cruciais para a formação das espigas, mas os produtores enfrentam dificuldades financeiras e logísticas. Beckembauer Ferreira, coordenador da maior cooperativa de Goiás, também observa que o atraso na plantação é um fato sem precedentes na região e enfatiza que o ciclo anterior foi bastante produtivo.
✨ A combinação de um calendário de plantio alterado e a ameaça do fenômeno El Niño trazem riscos reais para a produção de milho em Goiás.
Milho: uma cultura que se destaca
O milho, embora menos mencionado do que a soja, se tornou uma cultura vital em Goiás. Nos últimos anos, a tecnologia tem impulsionado a produtividade nas lavouras, elevando a produção média de 80 para 130 sacas por hectare. A região Sul do estado é responsável por 82,1% da produção de segunda safra.
O grão também é central na culinária local, presente em pratos típicos como a pamonha. Na última década, a importância do milho foi ampliada, não apenas como insumo para a agroindústria, mas também se aventurando na produção de energia, com a construção da primeira usina de etanol de milho em Goiás, programada para iniciar operações em março de 2027.
O futuro do milho em Goiás
Com a nova usina, a expectativa é de demandar 2 milhões de toneladas de milho por ano, além de gerar oportunidades de mercado para os produtores.
Para Dorivan Cruvinell, presidente da Cooperativa Comigo, a diversificação e inovação no uso do milho abrem novas possibilidades de comercialização para os cooperados, representando uma valiosa oportunidade de crescimento.
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