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Agronegócio
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Brasil deve retomar liderança nas exportações de café para EUA

Cecafé prevê melhora nas vendas após queda de tarifas e safra favorável.

Ricardo Alves13 de abril de 2026 às 18:20
Brasil deve retomar liderança nas exportações de café para EUA

Os Estados Unidos estão prestes a recuperar a posição de maior comprador das exportações de café do Brasil na safra que se inicia em abril, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em 2025, as vendas para o mercado americano caíram devido a uma safra menor e às tarifas de 50% impostas pelo governo dos EUA. Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, destacou que o setor ainda lida com as consequências das negociações para retomar as exportações após essa elevação tarifária.

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O impacto do tarifaço continua existindo porque no ano passado houve muita liquidação de contratos

Márcio Ferreira.

Ferreira acredita que os embarques para os EUA devem melhorar no segundo semestre, à medida que a nova safra comece a ser colhida. No primeiro trimestre de 2026, a Alemanha manteve-se como o maior importador do café brasileiro, com 1,19 milhão de sacas, uma redução de 15,6% comparado ao mesmo período do ano anterior.

Os Estados Unidos, por sua vez, ficaram em segundo lugar, importando 936,6 mil sacas, marcando uma queda significativa de 48,3%. Na sequência, vêm Itália, Bélgica e Japão, com variações variadas nas quantidades importadas.

Os efeitos da política comercial dos EUA e conflitos na região do Oriente Médio também estão dificultando os embarques.

Ferreira ainda observou que o aumento nos custos de frete e seguros está pressionando as exportações para baixo, enquanto a previsão do Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta um crescimento na produção de café de 17,1%, totalizando 66,19 milhões de sacas.

Expectativas de Preço

Os preços do café arábica na bolsa de Nova York apresentaram uma média de US$ 384,48 por saca em março, o que representa uma queda de 23,76% em relação ao ano anterior.

O preço do café robusta, por sua vez, caiu 35,12%, alcançando US$ 212,30 por saca. Segundo Ferreira, a expectativa é de que os preços continuem a cair com a entrada da nova safra.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar, que ficou em R$ 4,98, pode impactar os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

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