Brasil deve retomar liderança nas exportações de café para EUA
Cecafé prevê melhora nas vendas após queda de tarifas e safra favorável.

Os Estados Unidos estão prestes a recuperar a posição de maior comprador das exportações de café do Brasil na safra que se inicia em abril, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Em 2025, as vendas para o mercado americano caíram devido a uma safra menor e às tarifas de 50% impostas pelo governo dos EUA. Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, destacou que o setor ainda lida com as consequências das negociações para retomar as exportações após essa elevação tarifária.
"O impacto do tarifaço continua existindo porque no ano passado houve muita liquidação de contratos
Ferreira acredita que os embarques para os EUA devem melhorar no segundo semestre, à medida que a nova safra comece a ser colhida. No primeiro trimestre de 2026, a Alemanha manteve-se como o maior importador do café brasileiro, com 1,19 milhão de sacas, uma redução de 15,6% comparado ao mesmo período do ano anterior.
Os Estados Unidos, por sua vez, ficaram em segundo lugar, importando 936,6 mil sacas, marcando uma queda significativa de 48,3%. Na sequência, vêm Itália, Bélgica e Japão, com variações variadas nas quantidades importadas.
✨ Os efeitos da política comercial dos EUA e conflitos na região do Oriente Médio também estão dificultando os embarques.
Ferreira ainda observou que o aumento nos custos de frete e seguros está pressionando as exportações para baixo, enquanto a previsão do Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta um crescimento na produção de café de 17,1%, totalizando 66,19 milhões de sacas.
Expectativas de Preço
Os preços do café arábica na bolsa de Nova York apresentaram uma média de US$ 384,48 por saca em março, o que representa uma queda de 23,76% em relação ao ano anterior.
O preço do café robusta, por sua vez, caiu 35,12%, alcançando US$ 212,30 por saca. Segundo Ferreira, a expectativa é de que os preços continuem a cair com a entrada da nova safra.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar, que ficou em R$ 4,98, pode impactar os preços recebidos pelos produtores brasileiros.
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