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Agronegócio
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Conab: mercado de transporte agrícola mantém preço elevado

Demanda robusta e colheita recorde sustentam preços em alta

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 09:50
Conab: mercado de transporte agrícola mantém preço elevado

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o mercado de transporte agrícola permanece aquecido, mesmo com o término do auge da colheita da primeira safra. A continuidade elevada dos preços é impulsionada por uma colheita recorde, especialmente da soja, como apontado na edição de junho do Boletim Logístico.

Thomé Guth, superintendente de Logística Operacional da Conab, explica que embora uma diminuição da demanda fosse esperada, os preços se mantêm próximos aos níveis mais altos registrados entre fevereiro e março. "A produção de soja aumentou em 8,8 milhões de toneladas, o que sustenta a procura por transporte de grãos", afirma.

Análise Regional

No estado de Mato Grosso, o principal produtor de grãos do Brasil, os preços mostraram pequenas oscilações, mantendo-se elevados. Por outro lado, em Mato Grosso do Sul, a pressão logística se mantêm, sustentando os preços do frete mesmo com a diminuição gradual dos volumes movimentados.

Na região do Distrito Federal, os custos de frete agrícola apresentaram um pequeno aumento, influenciados principalmente pelo preço do diesel e pela continuidade do escoamento da soja e do milho. Enquanto isso, no Maranhão, os preços dos fretes aumentaram levemente, impulsionados pela colheita em andamento, com 92% da soja colhida até maio.

Os fretes no Maranhão tiveram aumento de 1,20% em abril e maio, refletindo a pressão logística e a movimentação para exportação.

Tendências nos Fretes

No Paraná, a pressão nos fretes se intensificou devido ao aumento dos custos do diesel, enquanto em Goiás e Bahia foi observado um arrefecimento na demanda devido ao término da colheita da soja. No Piauí, os preços dos fretes recuaram em relação a abril, refletindo uma queda nas exportações de soja.

Dados de Exportação

Até maio, as exportações de milho somaram 7,5 milhões de toneladas, um aumento em relação ao ano anterior. As exportações de soja totalizaram 55,1 milhões de toneladas até o mesmo período, com os portos do Arco Norte sendo os principais responsáveis pelo escoamento.

Além disso, o Boletim Logístico menciona que as importações de fertilizantes no Brasil no período de janeiro a maio de 2026 foram de 15,05 milhões de toneladas, uma leve queda em relação ao ano anterior, devido a preços elevados e incertezas globais.

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