Conflito no Oriente Médio Impacta Exportações Brasileiras de Frutas
A entressafra ameniza os efeitos da guerra no aumento de custos de transporte.

Atualmente, a entressafra tem servido como um fator moderador dos efeitos mais diretos provocados pela guerra no Oriente Médio sobre as exportações brasileiras de frutas. Embora o conflito tenha encarecido o preço do petróleo, elevando os custos de transporte no comércio global, a concentração dos envios de fruticultura no segundo semestre tem permitido que a maioria dos exportadores não seja tão afetada pelas alta nos fretes.
Perspectivas dos Exportadores
Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, comentou em entrevista durante a Fruit Attraction, feira que aconteceu em São Paulo, que para muitos exportadores, a guerra não teve um impacto significativo. Ele se despede do cargo em breve, sendo sucedido por Waldyr Promicia. É importante destacar que cerca de 60% das exportações de frutas do Brasil ocorrem entre setembro e dezembro, conforme dados da Abrafrutas.
"Para a maioria dos exportadores de frutas, a guerra 'não pontuou'
✨ Cerca de 60% das exportações de frutas do Brasil se sucedem no segundo semestre.
Contexto do Transporte
Até agora, estima-se que o custo do frete marítimo aumentou entre US$ 300 e US$ 600 por contêiner, o que representa cerca de 10% do valor total.
Leandro Perna, da Maersk, observa que o início das exportações da nova safra normalmente ocorre no final de julho, com um aumento mais substancial do volume de embarques na 'semana 34', que cai em agosto. Esta semana é considerada um indicador importante do desempenho futuro das exportações.
- 1Custo do frete marítimo aumenta entre US$ 300 e US$ 600 por contêiner.
- 2Aumento do preço do querosene de aviação (QAV) em 54% previsto para abril.
- 3A maior parte dos embarques de frutas ocorre entre setembro e dezembro.
Mario Otsuka, da Gold Fruit, enfatiza que os aumentos de custo estão forçando os operadores logísticos a anteciparem reajustes no frete, o que trouxe preocupações para os exportadores. Robson Araújo, da Sebastião da Manga, confirmou um aumento significativo nos custos de transporte rodoviário após o início do conflito.
"Se a guerra se estender muito, vai complicar demais para o setor
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