Potencial de alta do milho: Entenda as perspectivas promissoras
Disputa entre indústrias e exportadores no mercado doméstico

A orientação da TF Agroeconômica para o mercado de milho permanece inalterada em relação à semana anterior: é recomendável manter o que se tem, pois há boas perspectivas de aumento nos preços a curto prazo, tanto no Brasil quanto em Chicago, entre abril e julho. Posteriormente, a pressão da oferta brasileira e argentina deve ser sentida até setembro, quando então os preços tenderão a subir novamente devido à menor oferta norte-americana. Internamente, a competição entre indústrias e exportadores a partir de setembro também é apontada como fator de alta nos preços.
No entanto, vale ressaltar que o milho tem o petróleo como um dos elementos influenciadores de seus preços, sendo que possíveis oscilações expressivas podem surgir ao longo da semana devido ao conflito entre Israel e Irã. Essas variações afetam não apenas o preço do cereal, mas também do dólar e do petróleo, dependendo do desenrolar das negociações. Qualquer aumento brusco de valor deve ser cuidadosamente analisado, lembrando que em outubro passado, o início do conflito entre Israel e Hamas alterou significativamente as cotações por quase um mês.
Na quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou sua projeção de safra de milho de 52 milhões para 49,5 milhões de toneladas, citando problemas específicos em algumas regiões. Além disso, a China cancelou recentemente algumas encomendas de milho para ração animal da Ucrânia, levantando preocupações sobre possíveis cancelamentos adicionais de remessas de milho da Europa, já que o país está saindo de uma safra recorde de milho. É importante ressaltar que as condições da safra de milho em diferentes regiões argentinas têm enfrentado desafios, com queda nos rendimentos devido a problemas como pragas e estresses hídricos e térmicos, impactando na qualidade e quantidade do cereal disponível no mercado.
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Leonardo Gottems
Jornalista especializado em Agronegócio
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