Consequências da estiagem refletem em diversas áreas

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, a produção de milho destinado à silagem no estado do Rio Grande do Sul está com uma área cultivada estimada em 348.549 hectares e uma produtividade projetada de 35.518 kg/ha.
Na região administrativa de Bagé, a ensilagem continua em municípios com muitos rebanhos leiteiros na região da Campanha. Devido à estiagem, muitas áreas originalmente plantadas para grãos foram transferidas para a produção de silagem. Em lugares como Aceguá, onde 40% da área plantada está dedicada a isso, as perdas atingem 20%. Já em Candiota, as perdas são de 40%, com 15% da área cultivada para a ensilagem. Em Hulha Negra, as lavouras plantadas entre o final de novembro e início de dezembro tiveram baixa produtividade devido a problemas como falhas na plantação e desenvolvimento vegetativo comprometido pelo excesso de umidade e altas temperaturas.
Em contrapartida, as lavouras plantadas no final de dezembro e início de janeiro têm bons estandes, mas estão sofrendo com o secamento precoce das folhas por falta de umidade. Os agricultores pretendem colher essas lavouras nos próximos dias, mesmo que os grãos não estejam totalmente desenvolvidos, para evitar maiores perdas no volume e qualidade da silagem, que são agravadas pela secagem das folhas. Além disso, a presença de porcos e javalis tem causado danos adicionais, especialmente pelo tombamento das plantas.
Já na região de Soledade, as lavouras para silagem na safrinha apresentam um padrão adequado. O aumento das chuvas desde o final de fevereiro tem beneficiado o crescimento das lavouras em desenvolvimento vegetativo, avançando para a fase reprodutiva. A maioria das lavouras está na fase de enchimento de grãos, e algumas áreas com semeadura tardia ainda estão recebendo adubações nitrogenadas em cobertura. Nessas áreas, também estão sendo controladas pragas como lagarta-do-cartucho e cigarrinha.
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