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Agronegócio
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Dia Nacional do Boi destaca sanidade animal na pecuária brasileira

A importância da sanidade animal é debatida no contexto da produtividade pecuária

Fernanda Lima20 de maio de 2026 às 15:15
Dia Nacional do Boi destaca sanidade animal na pecuária brasileira

O Dia Nacional do Boi, celebrado no dia 24 de abril, trouxe à tona a relevância da sanidade animal para a eficiência da pecuária no Brasil, um dos líderes globais no setor.

Apesar da data ter passado, a discussão persiste, intensificada por transformações nos cenários de saúde animal no país e a demanda crescente por práticas de manejo preventivo mais eficazes.

Com um rebanho estimado em 238,2 milhões de bovinos, o Brasil se destaca por sua qualidade de produção e pela magnitude de suas operações. Nesse contexto, o setor ganha impulso com inovações, eficiência e uma maior valorização da sanidade animal como um fundamento essencial para garantir produtividade, competitividade e segurança alimentar.

A sanidade animal assume um papel estratégico nos sistemas produtivos da pecuária.

Recentemente, a desobrigação da vacinação contra a febre aftosa, embora um sinal positivo para o status sanitário do Brasil, traz novos desafios para o gerenciamento nas propriedades. Essa alteração tem modificado a abordagem de muitos pecuaristas, levando a uma queda na adoção de práticas regulares de manejo sanitário, o que pode afetar negativamente a produção e a sustentabilidade das operações.

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A sanidade sempre foi um dos pilares da pecuária eficiente, mas agora ela se torna ainda mais crítica. A retirada da vacinação contra aftosa não elimina os riscos sanitários dentro da propriedade. Pelo contrário, exige um olhar mais atento e uma rotina estruturada de manejo preventivo.

Os principais focos de atenção incluem o controle de parasitas e a prevenção de doenças que impactam diretamente a performance dos animais. Práticas como a vermifugação e planos de vacinação são fundamentais para garantir ganho de peso, eficiência alimentar e o bem-estar dos bovinos.

Dados indicam que infecções parasitárias podem prejudicar significativamente a capacidade produtiva do rebanho, afetando desde a conversão alimentar até a taxa de prenhez, resultando em perdas anuais de aproximadamente R$ 70 bilhões no Brasil, o que evidencia a necessidade de um controle sanitário eficaz.

Dentre as práticas emergentes, destaca-se o protocolo de controle estratégico de verminoses 5-8-11, que orienta o momento certo para a realização da vermifugação. Validado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, esse protocolo sugere a aplicação de vermífugos em três momentos específicos do ano - em maio (5) com Treo Ace, em agosto (8) com Cydectin e novamente em novembro (11) com Treo Ace.

Pesquisas demonstram que propriedades que implementam esta estratégia podem ter um ganho de até 20 kg por animal, resultado da eficaz redução da carga parasitária, sendo que, com a chegada do período seco em maio, o controle parasitário se torna ainda mais essencial.

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A adoção de um planejamento sanitário bem definido e um calendário de manejo claro são fundamentais para que os produtores possam gerenciar os desafios sanitários de forma informada e eficaz. Protocolos como o 5-8-11 contribuem diretamente para aumentar a produtividade e a rentabilidade.

Como um dos maiores rebanhos do mundo e protagonista do abastecimento internacional de carne bovina, o Brasil vê na adoção de práticas sanitárias robustas uma peça-chave para manter o crescimento do setor e garantir sua competitividade futura.

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A Zoetis investe continuamente em P&D para fornecer soluções que atendam às necessidades reais do campo. Nosso objetivo é apoiar os produtores com ferramentas que proporcionem eficiência e resultados concretos.

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