Pesquisas destacam técnicas e porta-enxertos de alto rendimento

Um estudo recente apresentado pela Circular técnica nº 34 pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul revelou informações importantes sobre porta-enxertos para a cultivar-copa Chimarrita. A pesquisa avaliou 27 diferentes porta-enxertos, com foco em fatores como fenologia, vigor vegetativo, produção e qualidade dos frutos.
O pesquisador Rafael Anzanello, do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (Cefruti/DDPA), explicou que o pessegueiro é composto pelo porta-enxerto, que forma o sistema radicular, e pela cultivar-copa, que é a parte aérea da planta. A pesquisa visa identificar os porta-enxertos mais adequados para recomendação a viveiristas e produtores.
✨ Os porta-enxertos Tsukuba 2, I-67-55-9 e I-93-27 apresentaram os melhores desempenhos.
O estudo também abordou um desafio significativo enfrentado no estado: o uso de misturas de caroços provenientes de indústrias de processamento de pêssegos por viveiros comerciais. Essa prática resulta em porta-enxertos com identidade genética e sanitária desconhecida, aumentando a desuniformidade das mudas.
A pesquisa também examinou a propagação vegetativa do pessegueiro, utilizando a técnica de estaquia aliada ao uso de reguladores de crescimento. Foram testados o ácido indolbutírico (AIB) e o ácido naftalenoacético (ANA), ambos com ação estimulante sobre o desenvolvimento radicular.
✨ Os melhores resultados foram obtidos com estaquia herbácea e a aplicação do AIB a 4.000 mg/L, em condições de estufa que favoreciam o enraizamento.
Atualmente, a maioria das mudas de pessegueiro é produzida a partir de sementes. No entanto, Anzanello destaca que a técnica de estaquia oferece a possibilidade de cultivar mudas mais uniformes, diminuindo o tempo de formação das plantas e antecipando a produção. Isso é essencial para a qualificação do setor de mudas dessa cultura no estado.
A Circular técnica nº 34 reúne resultados relevantes sobre desempenho produtivo e técnicas de propagação do pessegueiro, oferecendo indicações práticas para a produção de mudas no Rio Grande do Sul.
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