Federarroz exige juros abaixo de 10% para acesso ao Plano Safra 2026/2027
Federarroz alerta sobre desafios para produtores de arroz endividados

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) fez um alerta crítico sobre o Plano Safra 2026/2027, afirmando que o acesso ao programa pode ser inviabilizado para produtores de arroz endividados, a não ser que sejam implementadas medidas de renegociação de dívidas e a redução dos custos de crédito.
A entidade está demandando taxas de juros abaixo de 10% ao ano para o custeio agrícola e um orçamento de seguro rural em torno de R$ 4 bilhões. Também acompanha o desejo de que o total de recursos do Plano se aproxime do que foi solicitado pelas confederações do setor, estimado em R$ 600 bilhões.
✨ Segundo a Federarroz, o alto endividamento pode ser a maior barreira ao acesso ao crédito na próxima safra.
Denis Dias Nunes, presidente da Federarroz, enfatiza que, sem um apoio governamental robusto, muitos agricultores poderão enfrentar sérias dificuldades ao buscarem novos financiamentos. Ele ressalta a importância do PL 5.122/2023, que introduz uma linha especial de crédito para produtores afetados por eventos climáticos, desde que esteja operacionalizado antes do início do novo Plano Safra.
A viabilidade econômica da atividade arrozeira no próximo ciclo depende, conforme Nunes, das condições de juros. Ele afirmou: 'Com os juros atuais, especialmente no arroz, não é possível garantir o pagamento com taxas que ultrapassem 10% ao ano'.
A Federarroz acredita que a subvenção ao custeio deve assegurar taxas de juros abaixo deste patamar para a agricultura empresarial.
Importância do Seguro Rural
O orçamento para seguro rural precisa estar próximo a R$ 4 bilhões, pois no último ciclo, os recursos disponíveis foram insuficientes para atender a demanda das cadeias produtivas.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) propôs um total de R$ 623 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, dos quais R$ 518,2 bilhões são destinados à agricultura empresarial. A Federarroz observa esse montante como referência para o próximo anúncio do governo.
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