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Agronegócio
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Feijão Carioca Enfrenta Alta de Preços em Meio a Estoques Reduzidos

Safra em declínio e consumo elevado elevam os preços do feijão carioca, impactando o mercado.

Ricardo Alves27 de março de 2026 às 01:01
Feijão Carioca Enfrenta Alta de Preços em Meio a Estoques Reduzidos

O feijão carioca se destacou entre os alimentos que mais tiveram aumento de preço em março, conforme divulgado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) na última quinta-feira (26). O produto já apresenta uma alta acumulada de 19,69% nos últimos doze meses.

Aumento no Preço ao Produtor

A elevação dos preços não se limita apenas ao consumidor. Entre janeiro e fevereiro, o valor pago ao produtor do feijão carioca subiu 29,3%, estabelecendo um recorde na série histórica do indicador coordenado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

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A oferta de feijão carioca é baixa, enquanto a demanda continua em alta, especialmente por feijões de qualidade superior.

Tiago Pereira, assessor técnico da CNA.

A safra de feijão deste ano é a mais baixa em quatro anos, totalizando apenas 2,92 milhões de toneladas.

Contexto do Mercado

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reporta que a combinação de chuvas durante a colheita e a redução das áreas de cultivo impactaram a oferta do feijão carioca no mercado.

Além disso, a disponibilidade total de feijão, que inclui estoques iniciais e importações, é a mais baixa em uma década, com cerca de 3,07 milhões de toneladas. O consumo interno é estimado em 2,7 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem atingir 214,3 mil toneladas, o que resultaria em um estoque final equivalente a apenas 6% do consumo.

  • 1Produção reduzida nas regiões de Minas Gerais e Goiás devido ao clima.
  • 2Menor área plantada de feijão por parte dos agricultores.
  • 3Expectativa de colheita maior no segundo semestre com variedades irrigadas.

Com a colheita do feijão irrigado programada para o segundo semestre, o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, prevê que os consumidores podem começar a ver uma redução nos preços. Enquanto isso, alternativas mais baratas, como outros tipos de feijão, continuam disponíveis.

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