Voltar
Agronegócio
3 min de leitura

Ferrugem Asiática Avança na Soja: Desafios e Estratégias de Controle no Brasil

Preocupações crescentes entre produtores diante de novos casos e condições climáticas;

Mariana Souza02 de abril de 2026 às 11:20
Ferrugem Asiática Avança na Soja: Desafios e Estratégias de Controle no Brasil

A ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais danosas para a cultura da soja, continua a se espalhar nas terras agrícolas do Brasil. Esta enfermidade, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode provocar uma redução de até 90% na produtividade se não houver um controle adequado, o que torna imprescindível a adoção de práticas de manejo preventivo.

Crescimento das Ocorrências

Dados do Consórcio Antiferrugem já apontam 374 casos registrados em solo brasileiro, com a maior incidência nas regiões Sul e Centro-Oeste. O Paraná é a localidade mais afetada, contabilizando 156 ocorrências, seguindo-se Mato Grosso do Sul com 70, Rio Grande do Sul com 61, e outros estados como Bahia e São Paulo também apresentando números significativos.

"

A ferrugem permanece como a doença mais crítica para a soja, embora não seja a mais comum. Seu potencial de causar danos é muito alto

Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja.

O estado do Paraná é o epicentro da infestação, devido a fatores climáticos e a calendário agrícola de países vizinhos.

Contexto

A ferrugem asiática é uma das doenças mais preocupantes para a soja, exigindo atenção especial em função da sua severidade.

Os primeiros surtos da ferrugem geralmente são observados no Sul, especialmente no Paraná, sendo influenciados por condições climáticas e pelas safras precoces em países como o Paraguai. O clima favorável durante o inverno na região Sul, especialmente com chuvas, contribui para a sobrevivência do fungo em plantas voluntárias.

  • 1Paraná: 156 casos
  • 2Mato Grosso do Sul: 70 casos
  • 3Rio Grande do Sul: 61 casos
  • 4Bahia: 42 casos
  • 5São Paulo: 19 casos

A extensão da janela de plantio é uma nova preocupação, pois semeaduras tardias, especialmente em novembro, estão em risco maior de incidência da doença. Cláudia alerta que as lavouras semeadas depois de novembro precisam de cuidados redobrados, principalmente produtoras que tiveram que replantar devido a condições climáticas adversas.

A vigilância contínua das lavouras é essencial para um manejo eficiente. Os produtores são incentivados a acompanhar as atualizações sobre a doença por meio de plataformas online e aplicativos disponibilizados pelo consórcio de ferrugem. A identificação precoce de focos é crucial, pois o fungo se propaga facilmente pelo vento.

Cláudia ressalta que a análise do clima é fundamental para o manejo, indicando que a presença do fungo sozinha não é suficiente; são necessárias condições climáticas apropriadas para que a doença se desenvolva. O controle deve ser proativo, já que a ferrugem apresenta resistência e é complicada de conter uma vez instalada na lavoura.

"

Realizar um controle preventivo com produtos eficazes é crucial para evitar perdas significativas na produtividade

Cláudia Godoy.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de Agronegócio