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Agronegócio
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Governo libera R$ 3,1 bilhões para custeio agrícola com juros menores

Medida beneficia médios e grandes produtores que atendem a critérios ambientais.

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 17:45
Governo libera R$ 3,1 bilhões para custeio agrícola com juros menores

O governo federal anunciou a disponibilização de R$ 3,1 bilhões em linhas de custeio agrícola, oferecendo descontos de até 1 ponto percentual nos juros para médios e grandes produtores. Essa quantia representa 5% do total destinado ao financiamento de custeio no Plano Safra 2026/27, mantendo-se igual ao percentual da safra anterior.

Critérios e Requisitos

Para ter acesso a essas linhas de crédito, os produtores devem atender a critérios socioambientais, participando de programas de certificação de boas práticas agrícolas, ou ter seu Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado. Aqueles que já utilizaram o RenovAgro também podem se beneficiar.

O custeio normal da safra 2026/27 terá juros de 9% a 12,5%, enquanto as linhas com desconto sustentável oferecerão taxas reduzidas.

Contexto

A oferta de R$ 3,1 bilhões para custeio agrícola é um esforço do governo para apoiar produtores que seguem práticas sustentáveis, especialmente em um momento de desafios orçamentários.

O governo também analisa a possibilidade de remanejar esses recursos entre programas de custeio, embora, no ano anterior, o valor disponível tenha sido significativamente reduzido com o tempo. A análise do CAR desempenha um papel crucial para facilitar o acesso a esses financiamentos favoráveis.

Desafios e Propostas Futuras

Durante as discussões sobre o Plano Safra 2026/27, surgiu a proposta de oferecer descontos aos produtores que contratem seguros rurais, mas essa ideia não foi implementada devido à falta de orçamento. A prioridade atual do governo é assegurar recursos suficientes para a subvenção do seguro antes de expandir a cobertura para um maior número de produtores.

Além disso, propostas anteriores para conceder descontos em juros para produtores que mantêm reservas legais acima do exigido pela legislação também não avançaram, levantando preocupações sobre a verificação e certificação dessas informações.

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