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Agronegócio
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IBRA Megalab Inicia Internacionalização e Destaca Tecnologia de Diagnóstico de Solos nos EUA

Laboratório brasileiro investe R$ 5 milhões para adaptar tecnológicas tropicais ao mercado norte-americano, que terá um crescimento significativo até 2025.

Carlos Silva02 de abril de 2026 às 15:45
IBRA Megalab Inicia Internacionalização e Destaca Tecnologia de Diagnóstico de Solos nos EUA

O Brasil se solidifica como líder no desenvolvimento de inovações tecnológicas para análise e manejo de solos. O IBRA Megalab, o maior laboratório de sua categoria no país, acaba de lançar um plano estratégico para se expandir no cenário internacional, focando no próspero mercado norte-americano. Projeções indicam que até 2025 esse segmento alcançará um faturamento de US$ 800 milhões, correspondendo a 27,3% do mercado global, conforme dados recentes da Industry Research.

Investimento em Transferência Tecnológica

Para dar suporte a esse plano de expansão, o laboratório destinou aproximadamente R$ 5 milhões para um programa que visa transferir tecnologia de diagnóstico de solos. Armando Saretta Parducci, diretor do IBRA Megalab, destacou a importância de adaptar as tecnologias brasileiras, desenvolvidas para climas tropicais, a sistemas de cultivo em regiões de clima temperado, em um processo nomeado 'tropical soil diagnostics technology undergoing temperate adaptation'.

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A visita aos Estados Unidos foi muito importante para validar uma percepção que já vínhamos discutindo internamente. Há um interesse crescente em tecnologias mais avançadas de diagnóstico de solo.

Armando Saretta Parducci

Cerca de R$ 3,5 milhões foram investidos em desenvolvimento metodológico e R$ 1,5 milhão em promoção e parcerias.

Contexto

A iniciativa inclui projetos-piloto com fazendeiros dos EUA para testar as metodologias brasileiras, além da participação no Congresso Internacional de Agricultura de Precisão que acontecerá no Brasil.

Parducci também mencionou que o laboratório teve acesso a 150 mil amostras de solo norte-americanas, o que facilitará a criação de análises adaptadas às necessidades locais. Essa abordagem visa não apenas exportar a tecnologia brasileira, mas também posicionar o Brasil como líder global em ciência do solo.

Ele acrescentou que a experiência brasileira no manejo de solos com baixa fertilidade pode contribuir significativamente para enfrentar os desafios globais da agricultura, como a sustentabilidade e a eficiência no uso de insumos.

  • 1Adaptação de tecnologias tropicais para climas temperados
  • 2Parcerias e intercâmbio científico
  • 3Desenvolvimento de inteligência agronômica
  • 4Inovações em diagnósticos de solos

De acordo com Parducci, a crescente dependência de dados na agricultura moderna fez com que laboratórios, como o IBRA Megalab, deixassem de ser apenas prestadores de serviços para se tornarem fontes valiosas de inteligência agronômica. O entendimento profundo do solo é crucial para aprimorar a gestão de nutrientes e a sustentabilidade agrícola, uma lógica que está se tornando cada vez mais relevante em todo o mundo.

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