Inauguração da unidade de sementes em Piracicaba revoluciona plantio de cana
CTC investe R$ 100 milhões em inovação para transformar o setor sucroenergético

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou sua Primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS) em Piracicaba, São Paulo, uma iniciativa que promete revolucionar o cultivo de cana-de-açúcar.
O projeto, que recebeu um investimento de mais de R$ 100 milhões em colaboração com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), foi desenvolvido ao longo de 15 meses e ocupa uma área de 10 mil m². Inicialmente, a unidade pode atender até 500 hectares anualmente em um turno, com capacidade de expansão futura.
✨ A nova unidade possibilita a aplicação em larga escala de sementes sintéticas, uma inovação que substitui o método tradicional por um sistema mais leve e preciso.
"Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializa ainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora
Compromisso com a Produtividade
Essa iniciativa se encaixa dentro da Visão 2040 do CTC, que visa dobrar a produtividade nas plantações de cana sem aumentar a área cultivada, utilizando tecnologias inovadoras que ajudem na transição energética e diminuam as emissões de carbono.
Com foco em áreas como melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas, o CTC busca aumentar a eficiência produtiva do setor. Segundo Barros, "O melhoramento genético cria o potencial produtivo; a biotecnologia protege esse potencial; a ciência de dados converte isso em resultados no campo, e as sementes sintéticas ativam todo o sistema."
Transformação do Setor
A introdução das sementes sintéticas muda fundamentalmente o paradigma do cultivo da cana-de-açúcar. Ao invés de 16 toneladas de mudas por hectare, a quantidade necessária é reduzida para cerca de 400 kg, melhorando a eficiência logística e operacional significativamente.
Outra vantagem é que o novo método elimina a necessidade de viveiros, liberando até 5% da área agrícola atualmente utilizada para a produção de mudas, o que equivale a cerca de 500 mil hectares. Além disso, a nova abordagem diminui os riscos de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades.
Ambiente e Economia
Do ponto de vista ambiental, a tecnologia também tem um efeito positivo, reduzindo o consumo de diesel e a compactação do solo, o que resulta em uma menor pegada de carbono na produção. "Ao transformar o modelo de plantio, estamos criando novas possibilidades para a agricultura no Brasil, aumentando a competitividade do setor, reforçando a posição do país na bioenergia e demonstrando como a inovação pode gerar impacto econômico e ambiental positivo — afirma o CEO.
Com essa inovação, o CTC não apenas melhora a eficiência e a produtividade, mas também prepara o Brasil para se destacar como líder global em bioenergia e inovação agrícola, com potencial para exportar suas tecnologias para outras nações tropicais.
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