Mercado de grãos enfrenta volatilidade devido a geopolítica
Condições internacionais e climáticas impactam os preços das commodities

O segmento de grãos inicia a semana apresentando uma instabilidade elevada, influenciada por fatores geopolíticos e condições climáticas que estão modificando as previsões de oferta e demanda global.
De acordo com a TF Agroeconômica, o colapso nas negociações entre Estados Unidos e Irã, juntamente com a recente declaração de bloqueios no Estreito de Ormuz, aumentaram os riscos relacionados ao fornecimento energético mundial. Como resultado, as cotações do petróleo dispararam entre 7% e 8%, com o WTI alcançando cerca de US$ 105 e o Brent superando os US$ 102 por barril.
Essas oscilações no petróleo afetaram diretamente as commodities agrícolas. No Mercado de Chicago, o trigo viu seu preço aumentar, com o contrato para maio de 2026 atingindo $583,50 por bushel. Este movimento reflete o retorno do prêmio geopolítico combinado com apreensões sobre as condições climáticas nas Grandes Planícies americanas, onde a previsão de precipitações pode não ser suficiente para corrigir a escassez de água nas lavouras de inverno.
✨ O impacto da alta do petróleo foi sentido em várias commodities agrícolas, incluindo o trigo e o milho.
Em contraste, a soja mostrou um perfil de preços mais estável, embora tenha apresentado uma pequena queda, com o contrato de maio de 2026 operando a US$ 1.174,75 por bushel. A expectativa de chuvas no Meio-Oeste está sendo considerada favorável para a próxima safra, embora o preço do óleo de soja tenha se mantido firme devido ao aumento do petróleo.
Por outro lado, o farelo de soja viu uma redução nos preços após uma série de alta recentes. No milho, os preços também estão em um leve movimento de recuperação na Bolsa de Chicago, com o contrato de maio de 2026 cotado a US$ 444,75 por bushel, depois de quatro semanas consecutivas de baixa, graças à valorização do petróleo e à atuação de novos compradores no mercado.
Embora essa recuperação pareça promissora, os altos estoques nos Estados Unidos continuam a exercer pressão sobre os preços, e a previsão de chuvas no Meio-Oeste pode limitar os ganhos futuros.
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