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Agronegócio
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Mercado de soja enfrenta pressão com queda em Chicago e fatores locais

Preços no Brasil refletem frustração e ajustes de safra

Gabriel Rodrigues15 de maio de 2026 às 07:15
Mercado de soja enfrenta pressão com queda em Chicago e fatores locais

O mercado de soja fechou com pressão, influenciado por quedas nas negociações em Chicago, cautela nas transações internacionais e ajustes regionais nos preços no Brasil.

De acordo com a TF Agroeconômica, a desvalorização foi impulsionada pela decepção após a cúpula entre Estados Unidos e China, que não trouxe acordos concretos de compra, aliada a vendas semanais fracas dos EUA, totalizando 102,1 mil toneladas – o menor volume do ano comercial.

Na Bolsa de Cereais de Chicago (CBOT), o contrato referente a maio teve uma queda de 3,35%, atingindo US$ 11,7450 por bushel, enquanto o contrato de julho diminuíu 2,97%, para US$ 11,9250. O farelo de soja para julho também teve uma queda de 1,77%, e o óleo de soja recuou 0,89%. Isso demonstra a percepção de que os compromissos comerciais ainda não se refletem em compras efetivas, especialmente com Brasil e Argentina projetando aumentos em suas estimativas de safra.

Desempenho regional e logístico

No Rio Grande do Sul, a colheita avançou para 95% da área total, apresentando uma produtividade média de 2.871 kg por hectare. Contudo, esse desempenho é desigual, com áreas de várzea apresentando resultados de até 4.800 kg por hectare enquanto regiões como o Oeste e Noroeste enfrentam severas perdas.

O mercado físico também reagiu a essa pressão externa, e o Porto de Rio Grande observou quedas nos preços disponíveis e para os contratos de junho. Em Santa Catarina, os preços mostraram resistência maior, impulsionados pela dinâmica local e pelo cooperativismo.

No Paraná, 99% da colheita foi completada, com preocupações logísticas devido à escassez de diesel em cidades como Guarapuava, Irati e Rio Azul.

Em Mato Grosso do Sul, a produtividade média caiu 22,4%, passando para 84,2 sacas por hectare, o que pressiona as margens de lucro, especialmente entre arrendatários. Em contrapartida, Mato Grosso se destaca com uma produção recorde de 51,56 milhões de toneladas, embora enfrente limitações de armazenagem e um lento ritmo de comercialização, além de projetar uma queda de 5,19% para a próxima safra.

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