Milho segunda safra no Centro-Oeste enfrenta condições adversas
Clima irregular põe em risco a produtividade das lavouras na região

Recentemente, a produção de milho segunda safra no Centro-Oeste do Brasil tem avançado, apesar de enfrentar condições climáticas desafiadoras, incluindo chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que já impactam o desenvolvimento das lavouras.
Impacto das condições climáticas
As informações coletadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que, em geral, o desenvolvimento da cultura segue em condições favoráveis, porém a irregularidade nas chuvas e a diminuição dos volúmenes afetaram diversas regiões produtoras.
✨ A combinação de temperaturas elevadas e chuvas esparsas chama a atenção para possíveis perdas na produtividade.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, as chuvas inconstantes atrasaram a finalização do plantio em áreas que ainda estavam em espera. Apesar de algumas lavouras estarem em bom estado, os produtores têm enfrentado um aumento na presença de pragas, como a lagarta-do-cartucho e as lagartas do gênero Spodoptera, exigindo que sejam adotadas medidas fitossanitárias mais rigorosas.
Cenário em Goiás e Mato Grosso do Sul
Particularmente nas regiões sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul, a combinação de baixa precipitação e altas temperaturas tem prejudicado os níveis de água no solo. Em Dourados, estimativas do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) indicam que o déficit hídrico se arrasta ao longo do ciclo, resultando em perdas no potencial produtivo.
Em Goiás, embora a umidade residual no solo ainda beneficie boa parte das lavouras, a situação se torna crítica nas regiões Sul e Leste, onde a falta de chuvas associada ao calor excessivo tem intensificado a evaporação do solo, afetando a floração e o enchimento de grãos, momentos de maior demanda hídrica. Dados de Rio Verde do SISDAGRO apontam um aumento no déficit hídrico desde março, prevendo uma perda potencial de 52,6% na produção.
Previsão Climática
A previsão para os próximos 15 dias indica que a irregularidade nas chuvas deve continuar no Centro-Oeste. Dados mostram que os maiores volumes de precipitação, acima de 60 mm, devem ocorrer nas áreas noroeste e oeste de Mato Grosso, bem como no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Outras regiões poderão ter acumulados inferiores a 40 mm, com algumas áreas, como Goiás, podendo experimentar menos de 10 mm.
As temperaturas devem oscilar entre 26 °C e 34 °C, ultrapassando esse limite em algumas localidades. Além disso, a umidade relativa do ar permanecerá baixa, abaixo de 40%, o que corrobora a continuidade do déficit hídrico.
✨ Esse cenário aumenta o risco de perdas produtivas para o milho segunda safra, especialmente nas fases mais delicadas da cultura.
Caso a irregularidade das chuvas persista, é provável que tanto o rendimento quanto a qualidade dos grãos sejam severamente comprometidos.
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