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Agronegócio
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Ministério atualiza Zoneamento Agrícola para girassol

Mudanças no Zarc visam aprimorar a análise de risco climático.

Gabriel Rodrigues07 de maio de 2026 às 16:15
Ministério atualiza Zoneamento Agrícola para girassol

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou a nova Portaria SPA/Mapa nº 95, que traz a versão revisada do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o cultivo de girassol, visando maior precisão e adequação às condições de produção brasileiras.

Uma das principais novidades é a introdução de seis classes que medem a água disponível no solo, substituindo o modelo anterior que utilizava apenas três. Essa atualização, conforme apontado pelo governo, busca alinhar o zoneamento às realidades de cultivo do país.

José Renato Bouças Farias, pesquisador da Embrapa Soja, explica que o Zarc é uma ferramenta crucial para análise de riscos relacionados à variabilidade climática e leva em conta tanto as características da cultura do girassol quanto as do solo em que é cultivado.

Com a nova metodologia, foram implementados parâmetros atualizados e uma base climática revista, incluindo fatores de risco hídricos, térmicos e fitossanitários. As áreas e janelas de semeadura agora são definidas com base em probabilidades de perda de produtividade inferiores a 20%, 30% e 40% devido a condições climáticas adversas.

A nova classificação de água no solo considera teores de silte, areia e argila, utilizando uma função de pedotransferência adaptada para diversos tipos de solo brasileiros.

De acordo com a Embrapa, essa mudança amplia a representatividade do zoneamento e possibilitará a futura adição de níveis de manejo do solo e diferentes sistemas produtivos. Além disso, a pesquisa aborda a relação entre o clima e os riscos fitossanitários, indicando, por exemplo, a podridão branca, que se desenvolve em condições de frio e umidade, e a mancha de alternaria, que surge em climas quentes e chuvosos.

Para o cultivo de girassol, a necessidade hídrica ideal varia entre 500 a 700 milímetros durante o ciclo da planta, com momentos críticos de sensibilidade ao déficit hídrico. Esses momentos incluem a semeadura, a emergência, a formação do capítulo, a floração e o enchimento dos grãos.

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