Ministro Paulo Teixeira se despede do cargo de Desenvolvimento Agrário para enfrentar reeleição
Mudança ocorre no cenário de preparativos para as eleições de outubro, com foco nas iniciativas da agricultura familiar.

Na última terça-feira (24/3), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou sua saída do governo federal após um ano e três meses à frente da Pasta. O retorno ao cargo de deputado federal, agendado para a próxima semana, acontece para que ele possa cumprir a desincompatibilização necessária visando concorrer à reeleição em outubro.
Apreciação às iniciativas e desafios futuros
Durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), o ministro enfatizou que todas as propostas do seu ministério foram respaldadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com gratidão, ele reconheceu a pressão e as cobranças dos movimentos sociais do campo nos últimos três anos de gestão.
"A intenção é ter o campo como atração para a nossa juventude e nosso povo
✨ Futuro foco em soberania alimentar e agroecologia
Contexto
A secretária-executiva Fernanda Machiaveli assumirá o ministério com a responsabilidade de dar seguimento às políticas agrárias.
Entre as conquistas de sua gestão, Teixeira destacou os recordes nos Planos Safras da Agricultura Familiar, o lançamento de iniciativas como o Desenrola Rural e o programa de quintais produtivos. Ele também assinalou os desafios que o governo precisará enfrentar, como a construção da soberania alimentar e a promoção da agroecologia.
Ele afirmou que é fundamental garantir ao povo a 'comida de verdade', afastando-se de alimentos ultraprocessados. Em suas palavras, ele reiterou a importância do cultivo de frutas e legumes pela agricultura familiar.
- 1Conquista da soberania alimentar
- 2Transição para a agroecologia
- 3Superação da pobreza através do desenvolvimento rural
- 4Fortalecimento da reforma agrária
- 5Organização da produção em cooperativas
- 6Mecanização do setor
No evento, também foram assinados decretos que visam fortalecer a reforma agrária, incluindo a declaração de interesse social em diversas áreas quilombolas e a criação de novos assentamentos em quatro estados. Além disso, foi regulamentado o Programa Garantia Safra e 17 títulos foram entregues a comunidades quilombolas.
Teixeira ainda anunciou um investimento de R$ 150 milhões, junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para promover inovação tecnológica na agricultura familiar. O ministro destacou a importância de que os agricultores possam contar com sementes crioulas, almejando liberdade do controle de patentes.
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Acro Rodrigues
Jornalista especializado em Agronegócio
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