Plano Safra empresarial 2026/2027 registra queda nos recursos
Corte em áreas essenciais afeta agricultores no novo ciclo

O Plano Safra empresarial 2026/2027 foi revelado nesta terça-feira (30), apresentando um panorama misto para os produtores rurais, com recursos totais que somam R$ 525,1 bilhões, um aumento de apenas 1,7% em comparação ao ciclo anterior. Apesar do aparente recorde, o setor se depara com uma diminuição alarmante nos valores direcionados a custeio e comercialização.
✨ Recursos equalizados totalizam R$ 97 bilhões, uma queda de 14,7% em relação ao ano anterior.
As operações de custeio e comercialização, essenciais para o funcionamento diário das atividades agrícolas, sofreram uma redução de 7,18%, passando de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões neste novo anúncio. Esses recursos são fundamentais para o plantio, aquisição de insumos e manutenção das operações no campo.
Investimentos em expansão?
No entanto, o governo anunciou um aumento significativo na linha de investimentos, que subiu de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, um crescimento de 38,1%. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou sobre a prioridade nas iniciativas que ampliam a capacidade de armazenamento, embora tenha ressaltado que 11 das 12 modalidades de financiamento com juros fixos apresentaram quedas.
Programas como o Moderfrota, voltado para a modernização de equipamentos agrícolas, enfrentaram um corte de praticamente 61%, diminuindo de R$ 9,5 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Além disso, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns viu seus recursos reduzidos em 24,4%.
Dentro do total mencionado, R$ 10 bilhões são provenientes do Move Agricultura e R$ 28,5 bilhões do Ecoinvest Brasil. Excluindo esses valores, o saldo final do Plano Safra empresarial fica em R$ 486,6 bilhões, o que representa uma queda de 5,7% em relação ao ciclo anterior.
Recursos em queda
Além disso, a Cédula de Produto Rural (CPR) soma cerca de R$ 194 bilhões, enquanto o estoque de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) alcançou R$ 571,5 bilhões em maio. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) também anunciou uma drástica redução de seus recursos, caindo de R$ 1,01 bilhão para cerca de R$ 473 milhões, afetados por cortes significativos.
No Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) continua a priorizar a discussão do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação de dívidas rurais, além do Projeto de Lei 2.951/2024, que visa reformular o Seguro Rural, como parte das medidas para mitigar o impacto negativo no setor.
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