Preços agrícolas apresentam altas, com destaque para arroz
Diferenciações nas commodities refletem dados do Cepea/Esalq

Os preços agrícolas entre 10 e 16 de julho de 2026 fecharam com uma predominância de altas, embora as commodities não tenham apresentado movimentos uniformes. O arroz, em particular, destacou-se com uma valorização significativa.
✨ O indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS subiu de R$62,10 para R$64,30 por saca de 50 quilos.
Na análise feita pelo Cepea, a média oficial do arroz entre 13 e 16 de julho foi de R$63,37, representando um aumento de 2,87% em relação à semana anterior. Essa valorização foi superior à observada nas demais commodities.
Os produtores e compradores devem atentar-se ao acompanhamento dos estoques, ritmo de comercialização e a disponibilidade regional, dado o impacto das variações nos preços. No Paraná, a soja viu um pequeno avanço de 1,03%, atingindo R$133,94 por saca.
Em Paranaguá, a cotação da soja teve uma variação de apenas 0,10%, fechando em R$140,58. A diferença entre os mercados do interior e do porto pode ilustrar como as condições locais influenciam oferta, demanda, frete e câmbio.
O milho fechou o dia 16 de julho valendo R$ 64,87 por saca, com uma alta de 0,56% em comparação ao dia 10. De modo acumulado, o Cepea registrou uma valorização de 2,03% até a metade de julho.
Por outro lado, o café arábica teve uma queda de 0,91% entre os dias analisados, embora ainda mantenha um aumento acumulado de 8,11% em julho. O café robusta, por sua vez, avançou 0,44% na mesma comparação semanal, com alta mensal de 2,90%.
Essa divisão entre os cafés indica que não se deve considerar o 'preço do café' como um único indicador, devido às diferenças entre os mercados de arábica e robusta. Variáveis como câmbio, estado das lavouras nos Estados Unidos, ritmo de exportações e custos logísticos são cruciais para essas commodities.
Nota
A tabela que compara os preços de 10 e 16 de julho de 2026 não representa uma média ponderada de todos os negócios agrícolas realizados no Brasil.
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