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Agronegócio
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Produção de cacau no Brasil cresce 61,1% em 2026

Retomada da produção ainda não reflete em aumento da indústria.

Fernanda Lima17 de abril de 2026 às 09:00
Produção de cacau no Brasil cresce 61,1% em 2026

A produção de amêndoas de cacau no Brasil apresentou um crescimento significativo no início de 2026, atingindo 28,6 mil toneladas, o que representa um aumento de 61,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

Esse aumento marca a recuperação da oferta do cacau após dois anos desafiadores, embora ainda não tenha gerado um maior movimento na indústria de processamento.

O volume atual permanece inferior ao pico da safra, evidenciando uma recuperação gradual.

Concentração da Produção

A produção continua concentrada em poucos estados. Bahia e Pará foram responsáveis por 96,5% do total recebido no primeiro trimestre, com a Bahia liderando com 16,2 mil toneladas e um crescimento de 38,9% em relação ao ano anterior.

O Pará teve o maior aumento percentual, com uma impressionante alta de 169,7%, totalizando 11,3 mil toneladas, enquanto outros estados como Espírito Santo e Rondônia mostraram resultados variados.

Descompasso na Indústria

Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a moagem na indústria de cacau em 2026 permaneceu estável, com 51,7 mil toneladas processadas, uma leve redução de 0,8% em relação ao ano anterior.

A falta de crescimento na moagem reflete um descompasso entre a oferta em alta e a demanda estagnada, tanto no mercado interno quanto no externo.

Impacto nas Importações e Exportações

Com o aumento da produção nacional, as importações de amêndoas de cacau caíram drasticamente, totalizando 18 mil toneladas, uma diminuição de 37,5% em relação a 2025.

As exportações de derivados de cacau também mostraram um declínio de 15,4%, caindo para 12,5 mil toneladas, com a Argentina se mantendo como o principal destino.

Queda nos Preços Internacionais

No mercado internacional, os preços do cacau sofreram uma queda acentuada em 2026, diminuindo cerca de 50% nas bolsas de Nova York e Londres, retornando para níveis em torno de US$ 3.000 por tonelada.

Essa redução de preços é atribuída à recuperação da oferta global e à desaceleração da demanda, que forçou a indústria a reconsiderar o uso da matéria-prima.

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