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Agronegócio
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Produção de grãos em SP cresce com novo recorde nacional esperado

Safra em São Paulo deve alcançar 11,9 milhões de toneladas em 2025/26.

Ricardo Alves26 de maio de 2026 às 11:15
Produção de grãos em SP cresce com novo recorde nacional esperado

A safra de grãos em São Paulo está projetada para crescer na temporada 2025/26, enquanto o Brasil se encaminha para um novo recorde na colheita total.

De acordo com o relatório mensal do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a produção paulista deve totalizar 11,9 milhões de toneladas, um aumento de 2% em comparação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado, em parte, pela ampliação de 2,9% na área cultivada, mesmo que o rendimento médio tenha registrado uma pequena queda de 0,8% devido a condições climáticas adversas.

O sorgo se destaca com um aumento de quase 22% na produção, impulsionado por mudanças na escolha de culturas.

Os efeitos das condições climáticas irregulares foram particularmente sentidos nas culturas de segunda safra, com o milho safrinha sofrendo os maiores impactos. O sorgo, sendo uma opção alternativa após atrasos na colheita de soja, se consolidou como a cultura com maior crescimento. Além disso, o amendoim irrigado se destacou, atingindo uma produtividade recorde de até 4.850 quilos por hectare.

Outras culturas como feijão, milho verão e soja também apresentam projeções de crescimento. Em contrapartida, a produção do milho segunda safra deve cair 7,1%, com uma queda de quase 10% na produtividade, resultante de um plantio fora da janela ideal e da redução das chuvas em abril.

No âmbito nacional, a safra de grãos no Brasil deve atingir 358 milhões de toneladas, um aumento de 1,6% em relação ao ciclo anterior. Essa expansão é sustentada por um aumento de 2,2% na área plantada, embora haja uma leve queda de 0,6% na produtividade média.

A soja continua a ser a principal cultura do país, beneficiada pelo aumento da área cultivada e pelas condições climáticas favoráveis em estados como Mato Grosso e Paraná. O milho de primeira safra também teve um bom desempenho, crescendo 14,1% devido a preços favoráveis na semeadura e condições hídricas adequadas. O sorgo nacional, por sua vez, teve um aumento significativo na produção, refletindo sua resistência ao déficit hídrico e o aproveitamento de áreas que não receberam milho safrinha.

Entre os últimos levantamentos da safra, houve revisões positivas para soja, milho total, sorgo e algodão, enquanto amendoim, arroz e feijão tiveram suas projeções ajustadas para baixo.

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