Soja enfrenta forte pressão em mercados devido a quedas e clima desfavorável
Quedas nas cotações e desafios logísticos abalam o setor

Os preços da soja sofreram pressionamentos significativos tanto no mercado interno quanto no externo, refletindo a queda das cotações registradas em Chicago, altos custos logísticos e adversidades climáticas em regiões chave de produção.
De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em declínio nesta quarta-feira, com a expiração de maio baixando 1,40%, cotada a US$ 11,79 por bushel, e a de julho caindo 1,38%, a US$ 11,9475 por bushel.
✨ A queda nos preços da soja acompanhou uma retração nos preços do petróleo.
Esse movimento negativo no mercado de grãos parece estar mais ligado a questões geopolíticas do que a condições climáticas ou ao plantio, a despeito da situação do tempo que se agrava em algumas regiões.
Desafios no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a colheita enfrenta desafios significativos devido à estiagem, que afeta lavouras remanescentes, causando perdas que podem chegar a 50,4% em determinadas áreas. Além disso, a escassez de diesel tem dificultado a operação de colheitadeiras.
Até agora, 79% da área destinada à soja já foi colhida, com a cidade de Nonoai registrando a maior queda diária de 1,75%, com o preço da saca caindo para R$ 112,00. No porto de Rio Grande, a saca é negociada a R$ 129,00, com uma baixa de 0,77%.
Em Santa Catarina, o mercado físico mostrou resiliência, principalmente devido à demanda consistente das cadeias de proteína animal, com Palma Sola e Rio do Sul mantendo preços de R$ 112,00 e R$ 118,00, respectivamente. No porto de São Francisco, a saca caiu 0,76%, sendo cotada a R$ 130,00.
Já no Paraná, preços recuaram em Jacarezinho e Londrina, que agora estão a R$ 110,00, enquanto o frete para Paranaguá subiu cerca de R$ 24 por tonelada, em função do aumento no preço do diesel.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande viu uma queda de 4,50%, com preço fixado em R$ 106,00, em meio a intensas disputas logísticas com a produção de milho. Por outro lado, Mato Grosso finalizou sua colheita com 100% da área colhida, e o frete de Sorriso a Miritituba está a R$ 306,67 por tonelada, após uma diminuição de 2,97%.
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