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Agronegócio
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Soja tem leve alta em Chicago e mercado brasileiro apresenta variações

Impacto das vendas externas e clima influenciam preços regionais

Mariana Souza18 de junho de 2026 às 06:45
Soja tem leve alta em Chicago e mercado brasileiro apresenta variações

O mercado da soja finalizou a quarta-feira com uma leve valorização nas negociações em Chicago, enquanto as principais praças brasileiras apresentaram um comportamento misto. O cenário foi influenciado por compras externas, ajustes de preços nas diferentes regiões e a preocupação com o armazenamento.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos futuros de soja receberam suporte devido à confirmação de vendas privadas que totalizaram 372 mil toneladas para destinos ainda não revelados. Este volume inclui 312 mil toneladas da nova safra e 60 mil toneladas da safra anterior.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato para julho subiu 0,18%, alcançando US$ 11,32 por bushel, enquanto o de agosto teve um aumento de 0,20%, negociado a US$ 11,3675. O farelo de soja permaneceu estável a US$ 304,80, por sua vez, o óleo de soja sofreu uma queda de 1,89%, para 71,54 centavos de dólar por libra-peso.

Os analistas aguardam o relatório semanal de exportações, com expectativa de vendas que podem chegar a 700 mil toneladas.

Situação das cultivares em diferentes estados

No Rio Grande do Sul, a colheita foi tecnicamente finalizada, resultando em uma produção de 18,13 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 2.707 quilos por hectare, 14,8% abaixo do previsto inicialmente. O porto de Rio Grande teve o preço cotado a R$ 132 por saca.

Em Santa Catarina, os preços subiram nas áreas monitoradas, enquanto uma onda de frio polar, com mínimas de até 6,7 graus negativos, aumentou a preocupação com possíveis geadas nas lavouras de inverno.

O mercado paranaense apresentou variações pontuais, com o preço em Paranaguá situado a R$ 130 por saca. Já em Mato Grosso do Sul, alguns locais registraram altas nos preços, enquanto continua o vazio sanitário até 15 de setembro.

No Mato Grosso, o esmagamento da soja atingiu um recorde em maio, totalizando 1,28 milhão de toneladas, enquanto os produtores buscam escoar os estoques para dar espaço à nova safra de milho.

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