Soja tem leve alta no mercado internacional, mas desafios persistem
Mercado se ajusta com oscilações cambiais e colheita avançando no Brasil

O mercado de soja registra uma leve recuperação nas trocas internacionais, em um ambiente caracterizado por flutuações nas taxas de câmbio e ajustes nas previsões de oferta e demanda.
Segundo a TF Agroeconômica, a alta é impulsionada pela valorização do real frente ao dólar, o que diminui a competitividade do produto brasileiro nas exportações. Na Bolsa de Chicago, os contratos fecharam em alta, com um aumento de 0,32% para o vencimento de maio e 0,30% para julho.
✨ O farelo de soja também acompanhou a tendência de alta, enquanto o óleo de soja caiu mais de 3%, afetado pela redução no preço do petróleo.
O mercado está ajustando suas expectativas em relação ao leve aumento nos estoques finais nos Estados Unidos. No Brasil, a colheita no Rio Grande do Sul avançou rapidamente, saltando de 10% para 23% da área cultivada em início de abril, embora a produtividade média ainda fique abaixo do esperado devido à escassez de chuvas em áreas cruciais.
Apesar de notificações sobre doenças nas lavouras, os impactos na produção são limitados nesse momento final de colheita, enquanto a oferta reduzida está sustentando os preços na região.
Em Santa Catarina, o mercado físico mostrou estabilidade, refletindo a falta de novas informações e um clima de cautela entre os participantes. Por outro lado, no Paraná, a pressão da oferta e a desvalorização do dólar pressionam negativamente os preços, provocando diferenças regionais acentuadas.
No Centro-Oeste, destaca-se o progresso da colheita em Mato Grosso do Sul, que já ultrapassa 86%, ao passo que crescem os temores quanto à significativa queda nas importações de fertilizantes. Em Mato Grosso, a safra recorde mantém o estado na liderança nacional, com uma boa transição para o milho safrinha, enquanto os preços variam conforme a logística e a demanda.
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