Suinocultura em crise: preços caem e margens ficam negativas
Queda de preços e excesso de oferta afetam setor em São Paulo

A suinocultura enfrenta um momento crítico após a significativa redução nos preços em abril. De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, o valor do suíno vivo em São Paulo caiu para R$ 5,40 por quilo, um patamar que não era alcançado desde 2022.
Com uma desvalorização de 18% entre o começo e o fim do mês, a rentabilidade no setor foi fortemente afetada, resultando no primeiro spread negativo da atividade em 35 meses. Este fenômeno é atribuído substancialmente ao excesso de oferta no mercado nacional.
✨ Aumento de 5% nos abates no primeiro trimestre de 2026, sob inspeção federal, acentuou a desaceleração da demanda interna.
A maior disponibilidade de carne exigiu um ajuste nos preços para facilitar o escoamento. Apesar de um desempenho positivo nas exportações, que totalizaram aproximadamente 121 mil toneladas em abril — um crescimento de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior —, o cenário ainda requer cautela.
Contexto
Os custos de ração, que permanecem controlados, oferecem suporte ao setor, mas qualquer aumento nos preços do milho ou farelo pode causar um impacto negativo nas já apertadas margens das empresas.
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