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BRB solicita ao STF reservas para cobrir prejuízos do caso Master

Banco busca garantir recursos a partir de delações futuras

Ricardo Alves02 de abril de 2026 às 21:45
BRB solicita ao STF reservas para cobrir prejuízos do caso Master

O Banco de Brasília (BRB) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que, caso haja delações relacionadas ao caso Master, sejam reservados recursos que possam cobrir prejuízos sofridos pela instituição.

Pedido Cautelar

Em um comunicado ao mercado, o BRB informou que protocolou uma petição incidental visando garantir o direito de recomposição integral de eventuais danos decorrentes de operações com o Banco Master. Apesar de não haver até o momento acordos de delação premiada firmados, o banco optou por esse pedido como uma medida preventiva.

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A Companhia esclarece que a referida iniciativa possui natureza preventiva e cautelar, não havendo, no presente momento, definição quanto à existência, quantificação ou efetiva realização de quaisquer valores a serem eventualmente recuperados

Banco de Brasília.

O pedido de tutela cautelar busca a reserva de bens e valores que possam ser identificados durante as investigações.

Contexto do Pedido

O BRB destacou que os valores recuperados devem priorizar a reparação dos danos causados às partes lesadas e citou legislações pertinentes às delações premiadas.

Postergando a Divulgação do Balanço

Além disso, na terça-feira, 31 de dezembro, o BRB anunciou que não atenderia ao prazo legal para compartilhar seu balanço consolidado de 2025, o que deveria ocorrer até o fim de março do ano seguinte.

A instituições financeiras têm até as 23h59 da terça-feira para divulgar suas demonstrações financeiras. O BRB atribuiu a postergação à necessidade de finalizar a auditoria forense sobre a operação 'Compliance Zero' e de realizar uma avaliação minuciosa dos impactos potenciais.

"

Pode haver diferença de números ou pessoas que podem ser enquadradas que levam a detectar quem foi que causou esse prejuízo ao BRB

Nelson de Souza, presidente do banco.

Nelson de Souza explicou que a auditoria em andamento é crucial para garantir precisão nas informações e reforçar a transparência diante do Banco Central. Ele também mencionou que uma convocação para uma assembleia deve ser divulgada em breve.

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