Andrés Escobar: zagueiro assassinado relembrado 32 anos após sua morte
Crime chocou a Colômbia e impactou o mundo do futebol.

A morte do zagueiro colombiano Andrés Escobar completa 32 anos nesta quinta-feira, 2 de julho. Ele foi brutalmente assassinado dias após marcar um gol contra na Copa do Mundo de 1994, o que resultou na eliminação da seleção colombiana.
Com o retorno da Copa aos EUA, onde ocorreu aquela edição, Santiago Escobar, irmão mais velho de Andrés, recordou detalhes trágicos do crime em uma entrevista ao jornal "The Athletic". Após a eliminação da equipe na fase de grupos, a família decidiu permanecer nos Estados Unidos, mas Andrés optou por voltar a Medellín, motivado pela finalização do curso de Odontologia de sua noiva, Pamela Cascardo.
"E ele me disse: ‘Não, eu preciso ir para a Colômbia para encarar as coisas de frente’. Ele jamais imaginou que fariam algo assim com ele.
✨ Andrés estava em negociação com o Milan e era visto como um futuro sucessor do ícone Franco Baresi.
A notícia da morte de Andrés Escobar veio como um choque para a família, que naquele momento estava de férias em Las Vegas. Santiago revelou: 'Aquelas imagens em Las Vegas nunca me abandonaram. Foi o momento mais difícil da minha vida por tudo o que vivi com Andrés e pela forma como o mataram. Ele simplesmente não merecia morrer assim.'
Andrés não era só um defensor talentoso; ele também era um escritor e publicou uma coluna no jornal El Tiempo durante o Mundial, onde refletiu sobre a dolorosa eliminação da seleção. Três dias antes de sua morte, ele fez considerações sobre a falta de empenho da equipe e enviou uma mensagem de esperança ao público.
Contexto
O assassinato de Andrés Escobar, em 1994, foi atribuído a um contexto de violência exacerbada na Colômbia, em grande parte devido ao narcotráfico. Após uma discussão relacionada ao desempenho da seleção, ele foi assassinado por um guarda-costas. O crime suscitou teorias que incluem máfias de apostas.
No dia 2 de julho de 1994, em Medellín, Escobar foi atingido por seis tiros, disparados por Humberto Muñoz Castro, guarda-costas de dois conhecidos traficantes de drogas. O caso expôs as tensões e a brutalidade daquela época e gerou discussões sobre as ligações entre o crime e as apostas no futebol.
Anos depois, em 1995, o atirador foi sentenciado a 43 anos de prisão, mas foi liberado em 2005, enquanto os cúmplices dos traficantes receberam penas muito menores. O legado de Andrés Escobar ainda ressoa, com seu irmão Santiago lembrando dele como um exemplo de bondade e dedicação ao futebol.
"Depois de 32 anos, ainda choro pelo meu irmão e não consigo entender a morte de uma pessoa que só fazia o que mais amava: jogar futebol.
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