Julia Ducournau estreia Alpha e enfrenta críticas mistas
Longa-metragem de diretora vencedora da Palma de Ouro não encanta público

A diretora francesa Julia Ducournau, premiada com a Palma de Ouro em 2021 por 'Titane', retornou ao Festival de Cannes com seu novo filme, 'Alpha', mas não conseguiu obter a mesma recepção positiva. Com críticas abundantemente desfavoráveis, a obra estreou internacionalmente quase um ano após sua apresentação na Croisette.
Impacto e Recepção
'Alpha', que entrou em cartaz no Brasil no dia 4 de junho, apresenta uma recepção bastante morna. Essa reação é um contraste à crescente trajetória de Ducournau, uma promessa do cinema francês aos 42 anos.
✨ Julia Ducournau é considerada uma das principais vozes da nova geração cinematográfica na França.
Desde sua estreia com 'Raw' em 2016 até a vitória em Cannes, sua ascensão foi rápida. Nos filmes anteriores, ela explora as dinâmicas familiares por meio de acontecimentos extraordinários e elementos de horror corporal.
Enredo de Alpha
'Alpha' mantém a temática dos dramas familiares, introduzindo uma epidemia que transforma as pessoas em pedra. A protagonista, uma adolescente de 13 anos, vive atormentada pela possibilidade de ter contraído a doença, impactando sua mãe, que já enfrenta dificuldades devido ao vício de seu outro filho em drogas.
O filme suscita comparações com a pandemia de Covid-19 e a epidemia de AIDS dos anos 1980, mas Ducournau evita criar alegorias simplistas, apresentando um enredo carregado de nuances e interpretações.
Um Estilo Provocador
Embora o filme apresente algumas irregularidades, é permeado por imagens grotescas misturadas a elementos poéticos, realçadas pela cinematografia de Ruben Impens. A diretora persiste em seu estilo ousado, retratando a dor e a morte enquanto questiona a dificuldade de lidar com a perda.
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