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Cultura
2 min de leitura

Streaming domina mercado musical e desafia diversificação

Relatório da IFPI destaca adaptação da música às plataformas digitais

Gabriel Rodrigues11 de julho de 2026 às 06:05
Streaming domina mercado musical e desafia diversificação

O Global Music Report 2026, elaborado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), revela que o streaming representa impressionantes 70% da receita da indústria musical. Esse dado, semelhante ao ano anterior, reflete a solidificação do modelo de assinatura e da rentabilidade nas plataformas digitais.

Mudança na Produção Musical

Felippe Llerena, presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), ressalta que a distribuição de música está cada vez mais integrada a essas plataformas, provocando uma transformação linguística na própria música. Estruturas de faixas mais curtas e introduções mais rápidas são agora estratégias comuns, visando captar a atenção do ouvinte nos primeiros segundos.

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A criação deixa de dialogar apenas com intenções artísticas e passa a considerar, cada vez mais, as regras de distribuição estabelecidas pelas plataformas

Felipe Llerena

Cerca de 90% das músicas tiveram no máximo mil reproduções em 2025, destacando a concentração de atenção nas obras mais conhecidas.

Contexto

A ABMI representa mais de 100 empresas independentes e observa como a dinâmica do streaming molda o cenário musical atual.

Llerena expressa sua preocupação com as descobertas musicais, que ocorrem em grande parte através de algoritmos, conferindo poder substancial às empresas que controlam essas plataformas. Isso leva à volatilidade na criatividade, onde muitos artistas buscam conformar suas produções com métricas que afetam a visibilidade.

  • 1A redução das barreiras para publicação não garante maior diversidade sonora.
  • 2Músicas independentes desempenham um papel crucial em inovação e identidade, mas lutam para atingir audiências maiores.
  • 3O verdadeiro desafio é ser notado em um mercado inundado por lançamentos.

Llerena conclui que, embora a tecnologia democratize a produção musical, a verdadeira equidade na escuta e reconhecimento ainda é um objetivo distante. O volume crescente de lançamentos contrasta com a concentração de descobertas, evidenciando uma discrepância no acesso e no consumo da música.

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