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economia
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Banco Central Brasileiro Avalia Impactos da Guerra no Oriente Médio

Gabriel Galípolo destaca a necessidade de tempo para entender as consequências econômicas do conflito.

Giovani Ferreira26 de março de 2026 às 17:15
Banco Central Brasileiro Avalia Impactos da Guerra no Oriente Médio

Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que é necessário aguardar mais tempo para avaliar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a economia brasileira, em termos de inflação e crescimento.

Postura cautelosa do Banco Central

Galípolo enfatizou que a abordagem conservadora da política monetária nos últimos tempos posicionou o Brasil de maneira mais favorável para enfrentar choques de oferta trazidos pelo recente conflito. Ele declarou: “A parcimônia e o conservadorismo do Banco Central ao longo de 2024 e no início de 2026 nos conferem a possibilidade de entender melhor os desdobramentos desse conflito.”

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O diagnóstico original é de um choque de oferta decorrente de um estrangulamento mais de ordem logística

Gabriel Galípolo

Aumentos nos preços do petróleo são consequências diretas do bloqueio no estreito de Ormuz.

Contexto da Situação

O estreito de Ormuz foi bloqueado após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que impactou consideravelmente a logística e a capacidade produtiva no mercado global.

Galípolo observou que os sinais dos bancos centrais apontam para uma incerteza elevada sobre as repercussões da guerra na economia mundial, refletindo-se em previsões de desaceleração do crescimento e aumento da inflação.

  • 1A pandemia de covid-19
  • 2A guerra na Ucrânia
  • 3A guerra tarifária dos EUA

Ele destacou que a experiência com choques de oferta anteriores orienta a compreensão atual, e que é consenso entre economistas que tais choques tendem a aumentar a inflação e reduzir o crescimento econômico.

O Relatório de Política Monetária do Banco Central, divulgado na mesma coletiva, manteve a expectativa de crescimento do PIB em 1,6% para 2026, embora sob o alerta de que a previsão está sujeita a incertezas, especialmente devido às tensões no Oriente Médio.

Embora setores como o petrolífero possam se beneficiar, o prolongamento do conflito trará consequências majoritariamente negativas.

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