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economia
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Banco Central reforça vigilância contra inflação, diz Galípolo

Presidente do BC destaca mudança no comportamento da sociedade em relação à inflação.

Gabriel Rodrigues06 de abril de 2026 às 16:40
Banco Central reforça vigilância contra inflação, diz Galípolo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou nesta segunda-feira, 6, uma transformação significativa na maneira como a sociedade brasileira enfrenta a inflação. Ele apontou que o país se afastou da aceitação de índices altos e agora adota uma postura mais vigilante.

Durante um seminário promovido pela Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro, Galípolo enfatizou a necessidade de cautela na política monetária, afirmando: 'As pesquisas mostram que a sociedade não tolera mais inflação'.

Mudança de percepção da sociedade sobre inflação é positiva para a política monetária.

Ao refletir sobre o passado, o presidente do BC mencionou que o Brasil já enfrentou taxas de inflação próximas a 8% ao ano, um cenário que, segundo ele, hoje enfrentaria forte resistência social. 'Para um banqueiro central, não há nada melhor do que essa vigilância contra a inflação por parte da sociedade', acrescentou.

Galípolo também discutiu a discrepância entre os índices oficiais de inflação e a percepção do público. Ele observou que mesmo em períodos de inflação controlada, a sensação de aumento no custo de vida persiste, uma vez que a renda das pessoas não acompanhou as elevações de preços nos últimos anos.

Pressões Inflacionárias e a Situação Internacional

O atual cenário global, especialmente a tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã, foi identificado como uma fonte de pressão inflacionária. O aumento nos preços do petróleo tem consequências diretas no Brasil, refletindo-se em custos como o do diesel e ajustando as expectativas de inflação.

Galípolo reiterou a importância de uma abordagem cautelosa na gestão das taxas de juros, afirmando que a intenção é compreender melhor os desafios antes de implementar medidas na política monetária. Ele destacou que as decisões prudentes tomadas anteriormente têm contribuído para que o Brasil enfrente os atuais desafios econômicos com mais estabilidade.

Com a inflação sob controle sendo a principal tarefa do Banco Central, a taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano, será revisitada pelo Comitê de Política Monetária no dia 29 de abril.

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