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Banco Mundial destina US$ 2 bilhões para reestruturação da dívida da Argentina

Financiamento visa reduzir custos e fortalecer a gestão fiscal na Argentina

João Pereira16 de junho de 2026 às 22:40
Banco Mundial destina US$ 2 bilhões para reestruturação da dívida da Argentina

Nesta terça-feira, 16 de dezembro, o Banco Mundial anunciou uma garantia de 2 bilhões de dólares, aproximadamente 10,18 bilhões de reais, para auxiliar a Argentina na gestão de suas dívidas.

Estrutura das Garantias

Dois programas das instituições do Banco Mundial estão envolvidos nesta iniciativa. O primeiro, ligado ao desempenho econômico do país, é gerido pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O segundo programa, uma garantia da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Miga), complementa as ações.

Essas garantias cobrirão 95% dos pagamentos do serviço da dívida com credores comerciais, permitindo à Argentina diminuir seus custos de financiamento.

Em julho, o país enfrentará a exigência de quitar cerca de 4,3 bilhões de dólares, ou 21,88 bilhões de reais, referentes a dívidas deve a credores privados. Este suporte financeiro é visto como essencial para o fortalecimento da gestão da dívida pública.

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Essa estrutura inovadora de garantias contribui para facilitar o retorno do país aos mercados internacionais de capitais, apoiando reformas que promovem o investimento privado e a resiliência econômica de longo prazo

Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do BM para a América Latina e o Caribe.

Contexto Adicional

O Banco Mundial lançou em 2024 uma nova plataforma de garantias, que permite aos membros buscar financiamento nos mercados internacionais com o respaldo do banco. Além disso, o governo de Javier Milei implementou reformas que receberam aprovação dos mercados, facilitando o acesso da Argentina ao financiamento privado e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

  • 1O FMI aprovou um novo desembolso de 1 bilhão de dólares.
  • 2O programa em vigor com o FMI é de 20 bilhões de dólares.
  • 3As reformas do governo geraram superávit fiscal por dois anos.
  • 4Agências de risco elevaram a nota da dívida soberana argentina.

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