Voltar
economia
2 min de leitura

Desindustrialização do Brasil e O Crescimento do Paraguai: Um Desafio Econômico

Mudanças drásticas na participação da indústria no PIB refletem transformações estruturais nas economias sul-americanas.

Acro Rodrigues27 de março de 2026 às 09:15
Desindustrialização do Brasil e O Crescimento do Paraguai: Um Desafio Econômico

A indústria tem apresentado variações significativas em sua contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) entre os países sul-americanos nas últimas décadas, evidenciando transformações econômicas importantes. Anderson Correia, que preside o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), traz dados que corroboram essa análise.

Cenário Divergente

No Brasil, a participação do setor industrial no PIB caiu de cerca de 30,2% em 1990 para em torno de 21,3% em 2024, sinalizando uma progressiva desvalorização do segmento. Em contrapartida, o Paraguai experimentou um aumento na participação industrial, que passou de 21,8% para cerca de 32,5% no mesmo período. Desde 2005, os dois países têm seguido caminhos opostos nesta questão.

"

A diminuição da base industrial no Brasil afeta diretamente a atratividade de carreiras em engenharia

Anderson Correia

A data de 2005 marca uma virada significativa nas trajetórias econômicas de Brasil e Paraguai.

Contexto

A diminuição da atividade industrial está associada a um fenômeno mais amplo de desindustrialização, onde empresas buscam realocar suas operações em países com melhores condições fiscais e regulatórias.

Esse processo tem implicações amplas, não apenas na economia, mas também na geração de empregos qualificados e na capacidade tecnológica do país, o que pode ameaçar a soberania produtiva do Brasil.

Caminhos para a Recuperação

Para reverter essa situação, é fundamental implementar reformas estruturais, melhorar as condições para negócios e incentivar a inovação no setor industrial, ações que juntos podem ajudar a restaurar a competitividade da indústria nacional.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia