Moeda norte-americana recua menos de 0,2% e é afetada por dados econômicos

Nesta segunda-feira, 17 de dezembro, o dólar à vista registrou leve queda em relação ao real, refletindo um movimento de enfraquecimento da moeda americana no cenário internacional, embora ainda se mantenha acima da marca de R$ 5,20.
Por volta das 10h48, a divisa americana estava cotada a R$ 5,2100, com uma redução de 0,19%. No pregão anterior, encerrado na sexta-feira, o dólar havia fechado a R$ 5,2199, resultando em uma valorização de 0,52%, no quinto dia consecutivo de alta e atingindo o maior fechamento desde 30 de março.
Os contratos futuros de setembro também apresentaram leve recuo no início das operações. No cenário externo, o índice DXY, que avalia o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, estava em baixa, enquanto a moeda norte-americana mostrava comportamentos mistos frente aos principais pares emergentes.
✨ Investidores vigiam a ata da última reunião do Federal Reserve e dados recentes que impactam as expectativas sobre juros.
A atenção do mercado se volta para a diminuição das expectativas de aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve, catalisadas por dados recentes de emprego e inflação nos Estados Unidos. Esta semana, os investidores acompanharão de perto a divulgação da ata da última reunião do Fed, bem como indicadores econômicos relevantes.
No mercado de energia, o petróleo registrou alta, aproximando-se de US$ 89 por barril, em decorrência de incertezas relacionadas ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, especialmente considerando a reabertura do Estreito de Ormuz.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças a Omã, pedindo ação militar caso o país interfira nos objetivos de Washington na região. Enquanto isso, Teerã anunciou um entendimento com Mascate sobre a retoma do tráfico de navios, mas indicou que pode aumentar as tensões se as conversas diplomáticas com os EUA não avançarem.
No Brasil, os investidores estão avaliando o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente ao mês de junho, que apresentou uma queda de 0,6%, superando a expectativa que era de um recuo de 0,5%. Essa informação aponta para sinais de desaceleração na economia nacional.
Além disso, o Relatório Focus manteve a projeção para o IPCA de 2026 em 5,02%, mas elevou a expectativa para a inflação de 2027, passando de 4,22% para 4,24%. Para o câmbio, a previsão para o final deste ano ficou fixada em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 passou de R$ 5,28 para R$ 5,29. A expectativa para a taxa Selic no final de 2026 permanece em 13,75%.
O ambiente econômico no Brasil continua refletindo cautela, especialmente diante de riscos fiscais e eleitorais, além de uma contínua saída de capital estrangeiro. Na sexta-feira, o dólar alcançou o patamar máximo de R$ 5,2490 após o início do processo para aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% imposta pelo governo dos EUA sobre produtos brasileiros.
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