Moeda sobe na abertura de setembro enquanto investidores reagem a dados do PIB brasileiro e ao avanço dos preços do petróleo; dólar turismo segue com spread elevado.

A cotação do dólar comercial operava próxima de R$ 5,194 por volta das 09h10 (horário de Brasília), registrando alta frente ao fechamento do mês anterior em um pregão marcado por volatilidade.
✨ O dólar turismo era vendido a aproximadamente R$ 5,5679 (estimativa de balcões), cerca de 7,4% acima do câmbio comercial informado no início da sessão.
Entre os principais fatores que explicam o fortalecimento da moeda americana nesta manhã estão a divulgação do PIB do 2º trimestre — que mostrou desaceleração da atividade brasileira — e a nova alta do preço do petróleo no mercado internacional, que aumenta a aversão a risco global. Os dados do IBGE indicaram crescimento modesto no trimestre, pressionando expectativas sobre a atividade doméstica.
O dólar comercial é a referência usada por empresas, importadores e mercado financeiro; o dólar turismo é a cotação prática para quem compra moeda em espécie ou usa cartões no exterior, e costuma incluir spread, custos logísticos e IOF. As duas taxas andam próximas, mas o turismo costuma ser substancialmente mais caro para o consumidor final.
No exterior, o avanço dos preços do petróleo — influenciado por tensões geopolíticas na região do Oriente Médio — pressiona ativos de risco e alimenta demanda por moeda americana. Além disso, a alta dos rendimentos de títulos dos EUA contribui para reforçar o dólar globalmente: os yields de referência nos Treasuries subiram nas últimas sessões, elevando o custo de oportunidade de ativos em mercados emergentes.
Para o consumidor e empresas brasileiras, um dólar mais alto impacta custos de importação, preços de insumos e despesas de viagem. No curto prazo, pequenas oscilações intradiárias não alteram imediatamente preços ao varejo, mas movimentos persistentes e significativos do câmbio podem pressionar inflação e margens de empresas importadoras.
✨ O mercado seguirá de perto os próximos capítulos sobre os preços do petróleo e os próximos sinais sobre política monetária nos EUA; no Brasil, atenção às próximas leituras de atividade e a qualquer sinal de mudança na condução da Selic.
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Jornalista especializado em economia

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