Moeda encerrou a sessão de sexta-feira perto de R$ 5,20; mercado reagiu a sinalizações mais duras do Federal Reserve e a intervenções do Banco Central brasileiro.

O dólar comercial encerrou a sessão de sexta-feira (28/08/2026) cotado a R$ 5,1961 na venda, alta de 0,62% em relação ao fechamento anterior, com pico intradiário perto de R$ 5,2315 e mínima de R$ 5,1581.
✨ Fechamento (28/08/2026): R$ 5,1961 (alta de 0,62%). Pico intradiário: R$ 5,2315. Mínima intradiária: R$ 5,1581.
O principal gatilho para a alta foi o discurso mais duro do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante o simpósio de Jackson Hole — sinalizações que reforçaram a possibilidade de nova alta dos juros nos EUA e elevaram os rendimentos dos Treasuries, fortalecendo o dólar frente a várias moedas emergentes.
No Brasil, o movimento do câmbio também foi influenciado por operações do Banco Central e pelo fluxo cambial negativo observado em agosto, que reduziram a liquidez em determinados momentos e levaram a atuações pontuais do BC no mercado. Esses leilões e o fluxo foram citados por participantes do mercado como elementos que limitaram movimentos de queda do dólar.
O dólar comercial é a referência usada no mercado financeiro e no comércio exterior; já o dólar turismo é o usado por quem compra moeda em espécie para viagens — costuma ser mais caro por custos e margens cobradas por casas de câmbio. A PTAX, divulgada pelo Banco Central, é uma taxa de referência calculada ao fim do dia e pode divergir levemente da cotação à vista do mercado interbancário.
Para o consumidor: o dólar turismo vinha sendo cotado em torno de R$ 5,42 para venda em casas de câmbio na madrugada deste sábado, um patamar significativamente acima do comercial e que pesa no custo de viagens e compras em moeda estrangeira.
✨ Resumo: o dólar fechou perto de R$ 5,20 após o tom mais hawkish do Fed e com atuação do BC no mercado; a diferença entre comercial e turismo continua grande e pode pesar em viagens e importados.
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Jornalista especializado em economia

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