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economia
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Fed mantém juros estáveis, mas sinaliza aumento em breve

Banco Central indica possibilidade de reajuste até o final do ano

Gabriel Azevedo17 de junho de 2026 às 20:30
Fed mantém juros estáveis, mas sinaliza aumento em breve

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter as taxas de juros dos Estados Unidos inalteradas na primeira reunião sob a liderança de Kevin Warsh, embora sinalize a possibilidade de um incremento antes do encerramento do ano.

Pelas quarta vez consecutiva, a taxa permanece na faixa de 3,50% a 3,75%, com um consenso unânime na votação, algo que não acontecia há um ano.

Projeções econômicas foram revisadas: inflação estimada em 3,6% e crescimento do PIB projetado em 2,2%.

As projeções recém-divulgadas pelo Fed revelam uma expectativa de inflação elevada, subindo de 2,7% para 3,6% até o final de 2026. O crescimento do PIB foi ajustado de 2,4% para 2,2%.

Os responsáveis pela política monetária destacaram que a atividade econômica segue em um ritmo robusto, embora cercada por incertezas, muitas das quais relacionadas ao conflito no Oriente Médio.

"

A inflação continua acima da meta de 2%, em parte devido a choques de oferta que impactam setores como o de energia

comunicado do Fed.

Warsh se comprometeu a zelar pela estabilidade de preços, reconhecendo que a inflação atual representa um desafio significativo para os cidadãos americanos.

Garantias de Ação

Warsh anunciou a formação de cinco grupos de trabalho com o objetivo de reavaliar a comunicação e os ativos do Fed, com foco na eficácia das ações e diretrizes atuais.

A perspectiva em relação às taxas de juros mudou nas últimas semanas. Inicialmente, os mercados estavam precificando um possível corte de juros até o final do ano, mas agora preveem um aumento na reunião de dezembro.

A nota divulgada após a reunião foi mais concisa do que o habitual e não forneceu orientações claras sobre o futuro das taxas de juros, um aspecto que vinha sendo habitual nas comunicações anteriores.

Recentemente, o índice de preços preferencial do Fed, o PCE, mostrou uma inflação de 3,8% em abril em comparação ao ano anterior, destacando a pressão sobre o Fed devido ao fortalecimento do mercado de trabalho e sua responsabilidade em manter a estabilidade de preços e promover o pleno emprego.

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